Conselheiros Tutelares de vários municípios pernambucanos estiveram presentes ao III Encontro Regional de Acolhimento Institucional, realizado nessa terça-feira (23), na Sede das Promotorias de Justiça de São Lourenço da Mata. O evento é uma iniciativa do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para orientar os conselheiros a lidarem melhor com as atividades e obrigações advindas do cargo e facilitar o entendimento deles com o sistema de Justiça, com as crianças e adolescentes em acolhimento e com as famílias. “O papel do MPPE é ajudar a mostrar aos conselheiros tutelares as atribuições que têm na tutela das crianças e adolescentes, assim como esclarecer as possíveis dúvidas quanto às medidas protetivas que terão de tomar. Assim, agilizamos e melhoramos o andamento dos processos”, comentou o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude (Caop Infância e Juventude), Luiz Guilherme Lapenda.
Além das informações jurídicas, o encontro abriu um diálogo para discutir a situação do acolhimento de crianças e adolescentes no Estado. Os participantes assistiram a vídeos e ouviram explanações de técnicos do Caop Infância e Juventude, que estimularam reflexões sobre como as crianças e adolescentes se sentem em situação vulnerável dentro da família e na instituição de acolhimento. Eles também expuseram suas dificuldades e as reivindicações da categoria. No encontro também foram apresentados relatos e passadas informações de como oferecer segurança, saúde e ajuda psicológica aos acolhidos, especialmente como tornar a relação profissional em uma relação de amor. “Os conselheiros vão lidar com angústias, dúvidas, tristezas e até traumas. Eles também necessitam de preparo e apoio”, advertiu Luiz Guilherme Lapenda.
Durante o dia, os conselheiros debateram os métodos para reintegrar as famílias, as estratégias de abordagem, assim como estabelecer vínculos de confiança com as crianças e adolescentes. Houve consenso de que através de conversas e brincadeiras se percebe os sentimentos dos pequenos. Também se concluiu que durante o acompanhamento, os pais e os filhos devem sempre receber todas as informações relativas à situação em que se encontram. “É preciso abrir um espaço de escuta das crianças e adolescentes para que tenham um entendimento da realidade que vivem, mesmo se a família se encontra em uma fase problemática extrema”, revelou Lapenda.
O coordenador do Caop Infância e Juventude ainda lembrou que deve ser observado o direito fundamental à convivência familiar. “Quando ocorrem casos de suspensão e acolhimento, deve-se optar pela adoção de medidas protetivas, mas sem deixar lacunas sobre o transcorrer do caso e que as decisões tomadas sejam repassadas aos interessados. A maneira como as informações serão dadas requer a capacitação dos conselheiros, para que saibam analisar caso a caso e encontrem a forma mais adequada”, finalizou Lapenda.
com Informações da Assessoria








