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MPPE investiga superfaturamento após cachê de Aviões em Gravatá

  • Lissandro Nascimento
MPPE investiga superfaturamento após cachê de Aviões em Gravatá
Aviões em Gravatá foi no último sábado (17), no palco principal da festa em Gravatá, o Pátio Chucre Mussa Zarzar. Foto: Divulgação

Aviões em Gravatá foi no último sábado (17), no palco principal da festa no Pátio Chucre Mussa Zarzar. Foto: Divulgação

A 1ª Promotoria de Justiça de Gravatá instaurou, na terça-feira (20/06), inquérito civil para apurar denúncia de superfaturamento na contratação de artistas para os festejos juninos na cidade do Agreste pernambucano por parte da administração municipal.

De acordo com o promotor João Alves de Araújo, denúncias nas redes sociais dão conta de que a banda Aviões do Forró, que se apresentou em Gravatá no último sábado 17 de junho, foi contratada pro valor bem acima do praticado, por exemplo, no show feito em Caruaru, no início do mês. “Após a intensa divulgação e críticas, a Prefeitura de Gravatá emitiu nota pública, objetivando se justificar do fato da dita banda ter sido contratada recentemente pela Prefeitura de Caruaru por R$ 140 mil, enquanto que, em Gravatá, a mesma banda está sendo contratada por R$ 280 mil”, explica o promotor.

O representante do Ministério Público de Pernambuco chama a atenção para o fato de ter emitido, em 7 de fevereiro deste ano, a Recomendação nº 001/2017, fazendo “advertências, ponderações, observações e determinações” quanto aos cuidados, princípios administrativos e limitações no gasto com verbas públicas “na contratação de artistas e bandas nas festividades periódicas” em Gravatá.

O promotor João Alves de Araújo requisitou todas as informações sobre as contratações de artistas para o São João 2017 em Gravatá, assim como as cópias de todos os procedimentos licitatórios referentes ao assunto e a relação com dados qualitativos da Comissão de Licitação e da Secretaria Municipal de Turismo.

Safadão
Já virou rotina os altos cachês chamarem atenção no período junino e renderem polêmicas. Em 2017, um ano depois de ter o valor do cachê pago pela gestão de Caruaru – R$ 575 mil – questionado pelo Ministério Público e ter a apresentação cancelada pela Justiça, a contratação do cantor Wesley Safadão gerou polêmica pelo valor cobrado para se apresentar no dia 28 de junho na abertura do São João de Carpina, na Zona da Mata: R$ 450 mil. Em Limoeiro, no Agreste, a noite que teve Safadão e Marília Mendonça custou R$ 800 mil. Para amenizar a polêmica, no ano passado, o cantor cearense acabou doando o cachê para instituições filantrópicas de Caruaru.