Da Redação do pe360graus.com
O Rio Tapacurá, um dos principais afluentes do Capibaribe, tem sofrido a agressão do homem. A retirada de areia do rio e de barro nas margens provoca assoreamento no trecho do rio que corta a cidade de Pombos, a 64 Km do Recife.
O leito do Tapacurá está sumindo em diversos trechos.
Em alguns pontos, resta apenas um filete de água e o rio mais parece um córrego. A retirada sistemática de areia do rio e de barro das margens do curso de água se repete de forma agressiva. Em um dos pontos visitados pela reportagem, o paredão é o que sobrou no local onde no ano passado fiscais do Ibama encontraram uma draga em ação. O responsável pela extração tinha ido muito além da área para a qual havia recebido autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Agredida, a natureza se recupera de forma lenta.
Os fiscais tiraram fotos dos pontos visitados. A reportagem seguiu o carro do Ibama em busca de outros locais onde aconteceu a retirada de areia. Em outro ponto, bem perto do rio, são encontrados coqueiros caídos e sinais claros de remoção de areia. E até pás que foram abandonadas. O Ministério Público Federal denunciou o problema à Justiça.
A procuradora que fez a denúncia disse hoje que vai continuar atenta à prática de crime ambiental em Pombos. “Essas pessoas estão fazendo atividade irregular, porque para isso é preciso a licença do DNPM e a licença ambiental.
Em virtude disso essas pessoas podem ser processadas criminalmente, além da multa administrativa”, afirma a procuradora da República Mona Lisa Ismail . De acordo com o Ibama, quem retirar ilegalmente areia de áreas não autorizadas pode pagar uma multa que varia entre R$ 1.500 e R$ 3.000.






