Publicado em 16.09.2009
Enquanto o governo de Pernambuco faz campanha para reduzir o número de acidentes com motos, cidades do interior do Estado têm de lidar com o grande número de mototáxis em circulação. Só em Caruaru, no Agreste, cidade com maior número de mortes de motoqueiros, são cerca de 3.000.
A lei do governo federal que oficializa esse tipo de meio de transporte pode dar força ao problema de trânsito. “É difícil ofertar para o usuário um serviço reconhecidamente perigoso”, afirma a diretora de Trânsito e Transportes da Prefeitura de Caruaru, Adriana Penha.
A lei do governo federal que oficializa esse tipo de meio de transporte pode dar força ao problema de trânsito. “É difícil ofertar para o usuário um serviço reconhecidamente perigoso”, afirma a diretora de Trânsito e Transportes da Prefeitura de Caruaru, Adriana Penha.
De acordo com ela, o município espera que saiam este ano as exigências do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para regulamentar o meio de transporte na cidade. “Eu prefiro que as pessoas andem de ônibus e taxi, mas reconheço a importância do mototáxi, que faz com que a população se sinta sempre atendida”, afirma.
A gestão passada do município cadastrou 1.175 mototáxis. Os motociclistas passaram por uma capacitação, que incluiu um curso de direção defensiva. A administração atual fará novo cadastramento, com objetivo de impedir as irregularidades que ocorrem na cidade, onde em toda esquina é possível encontrar um ponto de mototáxi. Algumas das exigências já estão decididas, como a obrigatoriedade de antena protetora para linhas de pipa, identificação e capacetes para o mototaxista e para o passageiro.
A gestão passada do município cadastrou 1.175 mototáxis. Os motociclistas passaram por uma capacitação, que incluiu um curso de direção defensiva. A administração atual fará novo cadastramento, com objetivo de impedir as irregularidades que ocorrem na cidade, onde em toda esquina é possível encontrar um ponto de mototáxi. Algumas das exigências já estão decididas, como a obrigatoriedade de antena protetora para linhas de pipa, identificação e capacetes para o mototaxista e para o passageiro.
A cidade, porém, ainda não tem sequer fiscalização própria de trânsito. Atualmente, quem atua fazendo esse serviço é o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e um regimento especializado da Polícia Militar. Foi feito um edital para a contratação de agentes de fiscalização e guardas civis municipais no próximo ano.
A Prefeitura do Recife afirmou que, atualmente, não permite a circulação de mototáxis na cidade e que multa quem comete esse tipo de infração. Apesar disso, há relatos de concentração desse meio de transporte no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte. Segundo a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), só quando sair a regulamentação dos mototáxis o município decidirá se adotará ou não esse meio de transporte, já que a lei federal não é impositiva.
(Jornal do Commercio).
A Prefeitura do Recife afirmou que, atualmente, não permite a circulação de mototáxis na cidade e que multa quem comete esse tipo de infração. Apesar disso, há relatos de concentração desse meio de transporte no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte. Segundo a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), só quando sair a regulamentação dos mototáxis o município decidirá se adotará ou não esse meio de transporte, já que a lei federal não é impositiva.
(Jornal do Commercio).
ALTO PREÇO
A falta de fiscalização e a irresponsabilidade de muitos motociclistas custa caro para o Estado e para União. São jovens que tomam leitos dos hospitais públicos por longos períodos e acabam se aposentando muito cedo.
No Recife, o HR atende milhares de vítimas de acidentes de moto todos os anos. “É uma guerra civil no trânsito. A forma de condução do motoqueiro é muito agressiva. Além disso, moto é uma coisa muito acessível e você tem uma venda maciça para pessoas sem capacitação”, afirma o diretor médico do HR, Hélder Correa.
No Recife, o HR atende milhares de vítimas de acidentes de moto todos os anos. “É uma guerra civil no trânsito. A forma de condução do motoqueiro é muito agressiva. Além disso, moto é uma coisa muito acessível e você tem uma venda maciça para pessoas sem capacitação”, afirma o diretor médico do HR, Hélder Correa.
De acordo com ele, vítimas de acidentes de moto, junto a pessoas feridas em quedas de barreiras, representam 70% do atendimento do setor de traumatologia do hospital. Os demais acidentes de trânsito concentram 30% dos pacientes. “Metade dos acidentes com moto envolve estruturas nobres, como a coluna. Desses, 40% dos pacientes ficam com sequelas motoras nos membros superiores ou inferiores (paraplégicos ou tetraplégicos)”, afirma o médico.
(Jornal do Commercio).
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