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Recife

Ministro da Saúde diz que vai reduzir número de médicos cubanos

  • Pedro Alessandro Silva
Ministro da Saúde diz que vai reduzir número de médicos cubanos
"Esperamos que os brasileiros tomem seus locais nesses postos", afirmou Ricardo Barros.

“Esperamos que os brasileiros tomem seus locais nesses postos”, afirmou Ricardo Barros.

De acordo com o ministro, médicos brasileiros devem ser priorizados no Mais Médicos.

Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta quinta-feira (10), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, falou sobre as novas medidas que devem ser tomadas no Programa Mais Médicos, como a priorização de profissionais de saúde brasileiros no lugar dos cubanos. Além disso, as novas vagas ofertadas devem ser voltadas principalmente para os que querem trabalhar nas capitais e regiões metropolitanas do País. No total, serão 1004 vagas, sendo 84 delas em Pernambuco.

O ministro explicou que, apesar das novas medidas, os médicos cubanos não estão sendo descartados, já que o trabalho deles é muito apreciado no interior do País. “São outras demandas”, disse Barros. “Os cubanos estão dispostos a trabalhar onde foram escalados (…) em postos de trabalho no interior, onde os brasileiros não têm participado das chamadas nesses lugares. Os cubanos fazem um belo trabalho no interior e a população aprova o trabalho deles.”, concluiu. Ele ainda disse que a meta é reduzir os 11.400 cubanos para 7.400 nos próximos três anos.

A expectativa do Ministério da Saúde é que, em longo prazo, os postos do Programa Mais Médicos sejam ocupados por brasileiros e as chamadas de médicos brasileiros será feita a cada três meses. “Esperamos que os brasileiros tomem seus locais nesses postos”, afirmou.

PEC 241

Quando à polêmica PEC 241, o ministro disse que medida não está preocupando o Ministério da Saúde, pois não propõe um teto para o investimento na saúde e sim um piso. “A PEC não preocupa o Ministério da Saúde, ela garante 15% da receita corrente líquida da união. Ela não fala em teto para os recursos para a saúde, ela fala em piso. Este ano temos na pasta um orçamento maior que o do ano passado e o Congresso Nacional já colocou R$ 18 bilhões em emendas para os recursos do ministério.”, explicou.

Jornal do Commercio