Visitas: 9

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória
Gravatá

Ministério Público recomenda suspensão da cobrança do IPTU em Gravatá

  • Lissandro Nascimento
Ministério Público recomenda suspensão da cobrança do IPTU em Gravatá

Segundo Ministério Público, houve aumento além do permitido por lei no imposto após recadastramento

Segundo Ministério Público, houve aumento além do permitido por lei no imposto após recadastramento.

Segundo Ministério Público, houve aumento além do permitido por lei no imposto após recadastramento.

A 1ª Promotoria da Comarca de Gravatá, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), recomendou que o prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), suspenda a cobrança do IPTU 2017 do município. Segundo o promotor João Alves de Araújo, o tributo foi aumentado “sem fundamento em lei”. A recomendação solicita, ainda, que seja feito o recálculo do IPTU deste ano “com base na planta genérica anterior, com a incidência, tão somente, da correção monetária”.

A prefeitura contratou a empresa Tributus Informática LTDA para realizar um recadastramento imobiliário no município. Segundo o MP, o valor do contrato foi de R$ 2,5 milhões. Para o órgão, houve “majoração de tributo” e que o valor de alguns imóveis foram dimensionados.

VALORES
O documento ao qual a reportagem teve acesso mostra alguns exemplos. Um imóvel de 1015m² de área construída e de terreno teve o IPTU aumentado de R$ 372,08 em 2016 para R$ 1.042,41 em 2017, o que representa um incremento de 376,91%. Outro imóvel, com terreno e área construída somando 125,3m², pagou de IPTU em 2016 o valor de R$ 92,91 e, em 2017, o tributo subiu para R$ 300,42, aumento de 325,79%.

“Os exemplos mencionados acima evidenciam que os imóveis passaram a ter o valor de IPTU reajustado, inexplicavelmente, em valores superiores e muito à correção monetária, de forma abusiva e ilegal”, diz o documento do MP.

Até a última atualização, a Prefeitura de Gravatá não se pronunciou sobre o assunto. A reportagem buscou informações, sem sucesso.

NE10