
Publicado em 28.08.2010
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou ontem dados alarmantes sobre condição física dos homens e mulheres com mais 20 anos no país
RIO
– O brasileiro, independentemente do sexo, da região ou da faixa de renda, está engordando e em ritmo acelerado. Foi o que concluiu o suplemento de antropometria e estado nutricional da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgado ontem pelo IBGE. O levantamento mostra que quase a metade (49%) da população com 20 anos ou mais no País está acima do peso e 14,8% são obesos. O problema, no entanto, não se restringe aos adultos. Afeta cada vez mais crianças e adolescentes.Conforme o estudo, foram os homens adultos que mais engordaram. O percentual acima do peso desse segmento saltou de 18,5% em 1974 e 1975 para 41,4% em 2002 e 2003. Apenas cinco anos depois, no período entre 2008 e 2009, o índice já era de 50,1%. Já entre as mulheres, esse percentual evoluiu de 28,7% para 40,9% e, em seguida, 48% no mesmo intervalo de tempo.
A Região Sul é a que tem mais homens (56,8%) e mulheres (51,6%) com excesso de peso. Entre os adultos do sexo masculino, enquanto o sobrepeso atinge 36,9% dos 20% mais pobres, alcança 61,8% dos 20% mais ricos – entre as mulheres essas diferenças são menores. Já a obesidade atinge mais as mulheres: 16,9% delas, contra 12,4% dos homens. No Sul do Brasil, uma em cada cinco mulheres adultas (19,2%) sofrem com o problema.
A obesidade está associada ao maior risco de doenças cardíacas, diabetes e hipertensão, entre outros problemas. Excesso de peso e obesidade estão ligados a um desequilíbrio entre a ingestão e a utilização de calorias. Segundo o IBGE, a explicação para o aumento da frequência dessas condições está relacionado a mudanças nos padrões de alimentação e na prática de atividade física da população.
O parâmetro utilizado para definir se o peso de um adulto é adequado é o Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é calculado com a divisão do peso em número de quilos pelo quadrado da altura. Se uma pessoa pesa 60 quilos e tem 1,68 metro, ela deve dividir 60 por 2,8224. Neste exemplo, o índice será de 21,2 quilos/metro quadrado. Pessoas obesas têm IMC igual ou superior a 30 quilos/metro quadrado. O excesso de peso ou sobrepeso ocorre quando o IMC fica entre 25 e 30 quilos/metro quadrado.
A pesquisa mostrou ainda que o percentual de adultos com déficit de peso recuou para 2,7% da população. Pessoas com déficit de peso têm um IMC inferior a 18,5 quilos/metro quadrado. O IBGE informa que uma população passa a ser caracterizada como desnutrida quando 5% de seus integrantes estão abaixo desse índice. No Brasil, alguns recortes da população feminina estão acima desse patamar, como as mulheres na faixa de 20 a 24 anos (8,3% de déficit de peso), as mulheres em domicílios rurais do Nordeste (5,5%) e as mulheres de menor faixa de renda (5,7%).
(Jornal do Commercio).






