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Recife

Mesa Diretora da Alepe reúne-se com deputados divididos sobre reajuste de verbas

  • Marcio Souza
Mesa Diretora da Alepe reúne-se com deputados divididos sobre reajuste de verbas
Mesa da Casa vai discutir reajuste dos servidores e das verbas em ambiente de divisão Alepe/Arquivo

Mesa da Casa vai discutir reajuste dos servidores e das verbas em ambiente de divisão – Alepe/Arquivo

JC Online

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa Estadual reúne-se, nesta quarta-feira (8), a partir das 10 horas, no gabinete do presidente Guilherme Uchoa (PDT), para definir o percentual de reajuste dos servidores efetivos e comissionados da Casa e, por extensão, o aumento das verbas parlamentares de gabinete, indenizatória e de representação. O aumento anual dos servidores – pelo menos a correção salarial da inflação – é previsto em lei e deve ficar entre 8% e 10%, embora o sindicato da categoria, na Alepe, reivindique 15%. O percentual de 8% é o que deve ser dado também pelo TCE e o TJPE aos seus servidores.

Informações internas dão conta de que a Assembleia está dividida. Uma parte dos 49 deputados quer o reajuste das verbas, principalmente a de gabinete, que paga os comissionados, como fez em fevereiro a Câmara Federal, e a outra parte prefere não reajustar, sob o argumento do desgaste político perante a sociedade, devido ao momento de crise pelo qual passa o País (política e econômica) e o Estado (econômica). O custo do desgaste seria maior que o benefício. “Vai ser discutido o aumento (das verbas), mas a Casa está dividida. Uns querem o alinhamento com a Cãmara e outros acham que não é o momento”, confidencia um parlamentar com liderança na Casa, pedindo reserva. O tema leva incômodo à Casa e deputados evitam comentar abertamente.

A Mesa tem sete titulares e quatro suplentes, que só participam da reunião na ausência de titulares. Apesar do temor do desgaste, a expectativa é que passem os reajustes das verbas de gabinete (a Câmara aplicou 18%, mas na Alepe deve ser menor), indenizatória (de R$ 15 mil para R$ 19 mil para custear combustível, hospedagem, material de consumo dos gabinetes) e de representação (presidência, vices, secretários da mesa e líderes de partidos e de bancadas).