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Recife

Material escolar, estimativa é que preço suba 10% no próximo ano. Se os itens forem importados, o valor final será acrescido em 35%

  • Pedro Alessandro Silva
Material escolar, estimativa é que preço suba 10% no próximo ano. Se os itens forem importados, o valor final será acrescido em 35%
Estimativa é que preço suba 10% no próximo ano. Se os itens forem importados, o valor final será acrescido em 35%

Estimativa é que preço suba 10% no próximo ano. Se os itens forem importados, o valor final será acrescido em 35%

Os pais devem começar a se planejar para o início do ano letivo. As projeções não são animadoras. A previsão é de que os valores do material escolar tenham um aumento de 10%. Se os itens forem importados, como mochilas, estojos e lancheiras, o índice sobe para 35%. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), os índices levam em consideração principalmente o aumento do valor dos insumos, da mão de obra, além da alta carga tributária.

“Muitas empresas conseguiram antecipar as compras no primeiro semestre garantindo preços menores, pois muitos insumos são dolarizados. Então, os pais que puderem devem antecipar as compras, pois, os produtos que estão nas lojas ainda não foram reajustados. Além disso, a pesquisa de preço é sempre uma forte aliada”, afirmou o presidente da ABFIAE, Rubens Passos.

Segundo ele, a desvalorização do real deve impactar nos valores dos produtos durante um tempo. “A desvalorização deve continuar em 2016. Vamos sofrer por um tempo. Até porque com a inflação em alta, as indústrias não têm como repassar tudo o que foi reajustado. O que está sendo feito é um ajuste. No Brasil, a carga tributária é muito alta. Não temos como reduzir os preços”, enfatiza. Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), aponta que alguns artigos escolares são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Apontador e borracha tem alíquota de 43%.

Os pais também aguardam o reajuste no valor das mensalidades. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE), José Ricardo Diniz, não há um indicativo de quanto deve ser o reajuste deste ano. “Cada escola pega a sua planilha de custo e, com base nestes dados, chega a um percentual. Não há uma orientação de valor repassado pela sindicato”, afirmou. Segundo ele, alguns estabelecimentos já iniciaram a reserva da matrícula. “Outros, estão chamando os pais para negociar. Cada caso é um caso”, disse.

A inflação é o índice utilizado para reajustar as mensalidades. Além dele, entra na conta o reajuste dos salários dos professores e custos fixos, como, contas de água e luz. Neste ano, com a instabilidade do cenário econômico brasileiro, outro dado será posto na ponta do lápis: a taxa de inadimplência. Segundo dados do Movimento de Respeito às Escolas Particulares (Morep), o índice chega a 20%. “A inadimplência em 20% traz a questão: é preciso cobrir as despesas, mas se aumentar muito, não vai receber, porque a crise chegou pesada”, disse o coordenador jurídico do Morep, Neildo Alves.

Diário de Pernambuco