Publicado em 24.03.2009
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Menos de uma semana após cortar R$ 21,6 bi do Orçamento, presidente vem a Pernambuco e diz que País está gerando emprego. Dieese mostra o contrário
Renato Lima
VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – O pior da crise no Brasil já passou e o governo aumentará os investimentos e o ritmo de obras públicas para gerar mais empregos neste momento de incerteza. Esta foi a mensagem passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso de inauguração da fábrica de embutidos da Sadia em Vitória de Santo Antão, distante 50km do Recife. A declaração otimista de Lula foi dada no mesmo dia em que o Dieese divulgou que a crise global já ceifou 750 mil empregos no País (leia abaixo).
A fala do presidente ocorre também há menos de uma semana de o próprio governo ter promovido um corte de R$ 21,6 bilhões no orçamento, adiado a realização de vários concursos e reduzido de 3,5% para 2% a previsão de crescimento econômico deste ano.
“O período mais difícil nós já vivemos em outubro, novembro, dezembro e janeiro. Se vocês atentarem, o número de empregos do Caged (cadastro que contabiliza os empregos formais) no mês de fevereiro foi positivo: 9.000 empregos a mais criado em fevereiro. É pouco, mas é um sinal extraordinário”, afirmou. Apesar de supostamente o pior ter passado, Lula afirmou que o governo acelerará as obras, especialmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Nós não vamos parar uma obra do PAC. A ordem é não parar nenhuma obra e aquela que puder trabalhar em dois ou três turnos nós temos que trabalhar”, prometeu. Muitas obras do PAC, no entanto, estão atrasadas e enfrentam problemas burocráticos, como liberação de recursos e desapropriações.
“O período mais difícil nós já vivemos em outubro, novembro, dezembro e janeiro. Se vocês atentarem, o número de empregos do Caged (cadastro que contabiliza os empregos formais) no mês de fevereiro foi positivo: 9.000 empregos a mais criado em fevereiro. É pouco, mas é um sinal extraordinário”, afirmou. Apesar de supostamente o pior ter passado, Lula afirmou que o governo acelerará as obras, especialmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Nós não vamos parar uma obra do PAC. A ordem é não parar nenhuma obra e aquela que puder trabalhar em dois ou três turnos nós temos que trabalhar”, prometeu. Muitas obras do PAC, no entanto, estão atrasadas e enfrentam problemas burocráticos, como liberação de recursos e desapropriações.
O presidente defendeu ainda a gastança. “Nessa crise não se deve fazer contenções de despesa. Antes, quando tinha crise se falava em fazer ajuste fiscal. Mas nessa crise, para que a gente vença ela, temos que fazer mais investimentos. Tem que gastar dinheiro com coisas que gerem empregos e gere credibilidade na sociedade de que nós estamos fazendo a coisa certa”, afirmou. Na última quinta-feira, no entanto, após verificar uma queda de 11,5% na arrecadação federal do primeiro bimestre, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) anunciou que pretende economizar mais de R$ 1 bilhão nas despesas com pessoal e encargos sociais.
Lula lembrou que no final do ano passado entrou em rede de TV e pediu para o povo consumir. “A crise é uma coisa absurda. Ela é real, existe, é mais forte na Europa e no Japão e começa a incomodar o Brasil”, afirmou. Lula discorreu sobre os canais de transmissão da crise para o Brasil. Ela chegaria aqui, de acordo com o presidente, com a diminuição das fontes externas de crédito, que seriam responsáveis por 30% do crédito. “Na medida em que esse crédito desaparece, significa que é preciso arrumar mais crédito para atender àqueles que já pegavam crédito aqui e os que vieram pegar”.
O segundo problema é das exportações. Se os parceiros internacionais diminuírem as compras, afetarão diretamente o setor exportador brasileiro. Segundo o presidente, a solução nesse caso é fortalecer o mercado interno, como foi feito no estímulo à indústria automobilística. Ele ainda deu o exemplo da fruticultura de Petrolina, que teve autorizado o alongamento da dívida, já que os produtores sofrerão com a súbita queda nas vendas para os mercados desenvolvidos. Problema que para Lula é passageiro. “Eles não vão conseguir viver muito tempo sem as delícias das coisas que eles importam de nós”.
Durante caminhada na linha de produção da Sadia, onde comeu e serviu mortadela aos integrantes da sua comitiva, o presidente ainda adiantou um cronograma de outras visitas ao Estado. Quer “inaugurar” o Estaleiro Atlântico Sul (que ele já esteve por lá inaugurando o corte de chapas de aço em setembro de 2008) e falou até mesmo da Refinaria Abreu e Lima. “Eu ainda vou inaugurar nem que seja a primeira parte dessa refinaria.”
Seria um grande desafio conseguir, pois a refinaria ainda não teve ainda contratada para construção suas partes mais importantes, como a torre de destilação e as unidades de hidrotratamento.
Seria um grande desafio conseguir, pois a refinaria ainda não teve ainda contratada para construção suas partes mais importantes, como a torre de destilação e as unidades de hidrotratamento.
(Jornal do Commercio).
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