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Lula diz que há uma revolução silenciosa no País

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Publicado em 06.11.2009

Falando para empresários em Londres, presidente diz que o Brasil será a 5ª economia do mundo em 10 anos. Ele prevê alta de 5% no PIB de 2010

LONDRES E SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante encontro com empresários em Londres, que o Brasil vai crescer 5% no ano que vem. Ao falar sobre os resultados de programas sociais e sobre a situação da economia brasileira, Lula destacou que está ocorrendo uma revolução silenciosa no País, que vive um momento excepcional. As informações são da Agência Brasil.
O presidente, a exemplo da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também disse que o Brasil será a 5ª economia do mundo em 10 anos.
“Nosso sistema financeiro está muito saudável, o crédito já retornou aos níveis de antes da crise e os juros apresentam as taxas mais baixas das últimas décadas”, afirmou o presidente, durante um seminário sobre identificação de oportunidades de investimento no Brasil, patrocinado pelos jornais Financial Times e Valor Econômico.
Sobre os juros, Lula disse que gostaria de ver taxas menores e prometeu brigar por isso. Diante do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Lula aproveitou para pedir a redução da taxa básica.
Lula pediu ainda que os ingleses redescubram o Brasil como destino para investimentos e afirmou que esta é a hora do País. “Nós, brasileiros, estamos assim, cansamos de ser o País do futuro, de tantas promessas no século 20, e agora não queremos perder nenhuma oportunidade no século 21. Estou convencido de que o século 21 é o século do Brasil.”
Num discurso de 50 minutos, Lula falou também sobre os programas sociais do governo, apresentando dados do Bolsa Família, do Luz para Todos e da concessão de microcrédito para a população de baixa renda. Segundo o presidente, seu governo deixou claro que não toleraria a inflação, que afeta sobretudo os mais pobres.
O presidente lembrou sua origem de torneiro mecânico e disse que, ao elegê-lo, os brasileiros mostraram que queriam romper com um modelo em que os dirigentes governavam apenas para uma parcela da população, deixando de lado os mais necessitados. Além do presidente do Banco Central, participaram do seminário os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil).
PRÊMIO
Durante a visita a Londres, num jantar de gala patrocinado por 19 empresas, Lula recebeu o prêmio Chatham House. Entre as empresas patrocinadoras estão o Banco do Brasil, a Petrobras e o BNDES. Entre as estrangeiras, estavam a Shell, a Anglo American e o BG Group.
O apoio das empresas ao evento só foi definido após a escolha do vencedor, ocorrida em setembro, conforme apurou a Agência Estado. Depois que a instituição britânica escolheu Lula por seu papel nas relações internacionais na América Latina, os interessados puderam comprar as mesas do jantar, vendidas por cerca de 10 mil libras cada uma (cerca de R$ 28,5 mil), com dez lugares.
A informação de que o presidente brasileiro era o ganhador ficou mantida em segredo.
(Jornal do Commercio).