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Loteamento em Pombos vira pendenga judicial entre Prefeitura e donos de imóveis

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Loteamento em Pombos vira pendenga judicial entre Prefeitura e donos de imóveis

11221662_10206655407837247_3178526668759260767_nA Prefeitura de Pombos tenta desocupar um amplo terreno situado no Loteamento José Estevão de Sena, área urbana da cidade. Na manhã da terça (17), de acordo com vídeos enviados ao WhatsApp A Voz da Vitória (81) 9 9992-9364, um cidadão levou ao conhecimento das pessoas que compraram lotes na localidade, de que havia um Mandado de Reintegração de Posse impetrado pelo Juiz da Cidade de Pombos, Dr. Ivo da Silva Rego, autorizando que máquinas derrubassem obras de construção dos imóveis existentes na área.

Segundo os populares, a ação não é  legal em razão de que os proprietários destes imóveis efetuaram as compras de lotes e que há escrituração provando a transação de venda e compra. Eles rebatem a acusação de que a área foi invadida. Apesar disso, a Prefeitura de Pombos intensifica o envio de máquinas para iniciar a construção de uma escola municipal. Segundo um leitor que preferiu não se identificar, este lamentou que não tenha tido diálogo entre o Prefeito Josuel Vicente (PSDB) e estes “proprietários”.  “A confusão entre estas pessoas e a Prefeitura na construção dessa escola, tem causado sérios constrangimentos destes cidadãos que batalharam uma vida toda para construírem suas residências. A área é particular, mas a Prefeitura diz que comprou o loteamento, as pessoas envolvidas estão revoltadas”, assinalou.

Policiais Militares e advogados presentes no local avisaram que a ordem de serviço para as obras vai continuar durante esta quarta-feira (18). Pelo projeto exposto na localidade, a Prefeitura pretende construir além desta escola com quadra coberta, um Posto Saúde da Família (PSF). A escola é parte da verba enviada pelo Ministério da Educação, através do FNDE, no valor de R$ 1.597.050,32, com previsão para conclusão das obras em junho de 2016.

Uma leitora do Blog também através do WhatsApp lembrou que esta situação se assemelha a alguns anos atrás, quando da construção do Cemitério e do Matadouro Público Municipal. “Estas obras causaram problemas com os herdeiros destes terrenos, pois a documentação incompleta deixou dúvidas da licitude daquelas escrituras”.

Os moradores apelam para que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) faça a intermediação deste caso. “O terreno é bastante grande. Com certeza dar para fazer a escola e manter as casas das pessoas que compraram estes lotes com boa fé”, sugeriram.

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