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Aprovada ontem (16/11) em primeira discussão na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), projeto de lei que determina o abate humanitário de animais nas indústrias pecuárias do Estado. Entre os métodos previstos estão a utilização de pistolas pneumáticas, usadas para que os bois percam os sentidos, e a adoção de um corredor em forma de “S” a fim de evitar que o animal assista a morte do outro no percurso para o matadouro.
A norma ainda obriga os estabelecimentos a usarem pisos antiderrapantes e rampas pouco inclinadas nos locais de abate de suínos e bovinos e separar aqueles que podem se ferir mutuamente. A intenção da lei é diminuir o sofrimento dos animais por meio de técnicas que, de certa forma, vedem a tortura no momento de sangria.
A criação do projeto de lei é justificada com o argumento de que o Brasil ocupa, atualmente, a quinta posição entre os dez países que mais consomem carne no mundo, segundo pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) realizada em 2016.
Um relatório da produção pecuária divulgado em março deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, no quarto trimestre de 2016 – período em que há maior procura pela carne bovina para as festas de fim de ano – foram abatidos 7,41 milhões de cabeças de boi no País.







