Teve início nessa segunda (10), a Campanha Estadual de Doação de Órgãos 2010, idealizada pela Central de Transplantes de Pernambuco (CTPE), que levanta a bandeira ‘A sociedade pela vida’: seja doador de órgãos. Este ano, o lançamento foi realizado no quartel do Corpo de Bombeiros do Curado, em Jaboatão dos Guararapes.
Atualmente, 3.246 pessoas aguardam por um transplante de córnea, fígado, rim ou coração. A CTPE comemora o aumento de 16% das doações nos primeiros meses do ano, com exceção da córnea (que sofreu uma redução de 28%).
No entanto, ainda há uma longa jornada pela frente para que a fila seja zerada. “Acredito que se tivermos uma lista de oito milhões de pernambucanos de doadores, consigamos atender toda a demanda de transplantes no Estado”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros de Pernambuco, Coronel Carlos Eduardo Casa Nova. “Estamos dando o primeiro passo, na tentativa de que sejamos multiplicadores dessa boa ação. É preciso sensibilizar a todos, de Petrolina ao Recife”, acrescentou.
Como forma de garantir que a solução chegue, de forma eficiente, a quem precisa, os bombeiros disponibilizam um helicóptero de resgates (adquirido no fim do ano passado ao custo de R$ 7 milhões), para realizar o transporte adequado dos órgãos doados.
“Estamos trabalhando em um acordo entre Bombeiros e CTPE para o uso da linha aérea. O importante é que esta ação traga esperança para pacientes e familiares em todo o Estado”, conclui Cel. Casa Nova.
De acordo com a representante da Secretaria Estadual de Saúde, Zelma Pessoa, Pernambuco ocupa o 5° lugar nacional em transplantes e o 1° no Nordeste. A ideia é incentivar as doações e equipar os hospitais para que, em pouco tempo, o cenário seja ainda melhor.
“Nosso sonho é chegar ao topo. Mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos, já chegamos a liderar o Nordeste no assunto e a ter uma expressão nacional bastante relevante. Fortaleceremos cada vez mais nossas ações para que este sonho passe a ser realidade”, afirma.
A coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco e homenageada pelo Corpo de Bombeiros, Zilda Cavalcanti, garante que a maior barreira para que a doação de órgãos seja algo mais comum e menos raro é a questão cultural.
“É preciso haver mais informação, tanto por parte dos pacientes e doadores, quanto por parte dos profissionais da saúde, que podem ser mais parceiros ao informar o quadro de óbitos ou mortes cerebrais”, explica.
Ainda segundo Zilda, há um medo infundado que continua sendo alimentado por algumas pessoas por falta de conhecimento, em especial no que diz respeito a receios populares quanto ao estado do corpo após a doação ou preceitos religiosos.
Caso deseje ser um doador ou entender mais sobre o funcionamento da Central de Transplantes, basta entrar em contato com a instituição, através do telefone 0800-281-2185. A ligação é gratuita.






