Folha de Pernambuco
A unidade da Kraft Foods em Vitória de Santo Antão sequer abriu sua produção e já se fala na duplicação dos investimentos. A empresa iniciou os contatos com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) para tratar dos incentivos fiscais para a ampliação das atividades, anunciada desde a assinatura do protocolo de intenções, mas, até então, sem as cifras divulgadas. Agora, estima-se que o valor aportado no Estado salte de R$ 100 milhões para R$ 200 milhões, o que ainda não é confirmado pelo grupo.
“Eles querem fazer a maior fábrica da América Latina. Conversarei com um dos diretores nos próximos dias para saber o tipo de extensão planejado”, afirmou o presidente em exercício da AD Diper, Aymar Soriano. No primeiro momento, a ideia é que sejam fabricados chocolates e bebidas em pó.
Notícias de bastidores dão conta que as negociações para a ampliação estariam avançadas junto à matriz da empresa nos Estados Unidos. Também existe a possibilidade da implantação de um Centro de Distribuição (CD) no entorno de Vitória, resultado de um modelo autônomo de gerência que foi adotado há cinco anos, devido ao boom econômico da região. Hoje, são três CDs terceirizados no País, sendo um deles no Cabo de Santo Agostinho.
A previsão era de que a fábrica pernambucana iniciasse os serviços até o fim de 2010, mas isto só deve ocorrer no primeiro semestre deste ano. Apesar de os executivos alojados em Pernambuco trabalharem com a hipótese de a operação começar em março, não há data definida para a inauguração, conforme disse, ontem, a assessoria de Comunicação da Kraft Foods.






