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Jovens discutem sustentabilidade

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Participantes conheceram realidade de agricultores

AMANDA SEABRA

Jovens do campo de todo o País se encontraram durante a última semana para trocar experiências de sucesso e aprender um pouco mais sobre a forma de cultivo e criação de outras localidades. A III Jornada do Jovem Rural, reuniu 800 participantes, que, durante quatro dias (de terça a sexta-feira), participaram de palestras, painéis, minicursos, oficinas, vivências, entre outros, e discutiram o tema central do evento que foi “Trabalho e Sustentabiliade no Campo”.
A jornada foi realizada na cidade de Glória de Goitá, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. É a primeira vez que o evento acontece no Nordeste e também na zona rural.
“Nossa ideia é promover o intercâmbio de informações, que esses jovens vejam os avanços daqui e levem para os seus municípios. Queremos também que os jovens daqui debatam com os que vieram de fora e aprendam novas técnicas, novas oportunidades. No fim queremos construir juntos uma identidade rural. O campo não tem o que invejar do urbano, aqui pode haver desenvolvimento e crescimento. O campo é tranquilidade, é beleza, é cultura, é identidade. Estamos plantando isso nesses jovens, mostrando que eles não precisam sair de onde nasceram para ter uma vida melhor”, explicou presidente do Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), Abdalaziz de Moura. A entidade é uma das realizadoras da jornada.
No total, foram realizados 22 minicursos e oficinas oferecidos durante a jornada, que trataram de temas variados como: Agricultura Orgânica, Agroturismo, Arranjos Produtivos, Crédito Fundiário e Fontes Renováveis de Energia. Por está acontecendo numa área predominantemente agrícola, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer experiências de sucesso no campo.
Os participantes se dividiram em grupos e realizaram 15 visitas, entre elas puderam conhecer a história de Dona Maria José da Silva. A agricultora, que é proprietária de oito hectares de terra, numa localidade conhecida como Sítio Agostinho, no município de Feira Nova, Agreste Setentrional de Pernambuco, deixou a monocultura de lado e passou a trabalhar com diversos produtos orgânicos. “Depois que mudei para as orgânicos, tudo melhorou, a saúde, as condições financeiras, trouxe de volta meus filhos que tinha ido para a cidade. A vida agora é outra”, revelou.

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