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José Sarney vê ministra como “a cara do cara”

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Publicado em 16.01.2010

BACABEIRA – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ontem, no município de Bacabeira (MA), que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) “é a cara do cara”, em referência ao elogio feito em abril pelo presidente dos EUA, Barack Obama, ao colega Lula.

Sarney afirmou, ainda, que Dilma, candidata preferida de Lula à sucessão presidencial, é uma mulher que hoje “tem trabalhos prestados ao Brasil e que ainda vai prestar muitos outros trabalhos ao País”. “Eu quero dizer que ela é a cara do cara, porque, ao seu lado (de Lula), tem lhe ajudado, tem sido competente e tem mostrado a ascensão da mulher brasileira”, disse o senador, em discurso na solenidade de lançamento da pedra fundamental de uma refinaria no Estado.

No momento em que corteja o PMDB para que o partido se alie ao projeto de eleger Dilma, Lula anunciou investimentos de US$ 20 bilhões no Maranhão. Durante a cerimônia, a governadora Roseana Sarney afirmou que pleiteava o projeto desde o seu primeiro mandato, em 1995. “Quando indicamos o ministro Lobão, já tínhamos más intenções de lutar pela refinaria”, afirmou Roseana, citando o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, presente no evento.

Roseana também aproveitou o seu discurso para elogiar Dilma. Chamou a ministra de “companheirona” e “minha amiga”. “A maior trabalhadora do Brasil é a ministra Dilma Rousseff”, disse.

Lula e Dilma participavam da cerimônia. A ministra encerrou o seu discurso repetindo o elogio de Obama: “O presidente Lula é de fato o cara”, disse ela. Ao final da solenidade, a ministra foi escalada para falar com a imprensa. O presidente só tirou fotos e não deu entrevista.


Magalhães: Serra terá que criticar o governo

Publicado em 16.01.2010

Apoiadores da candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à Presidência da República em Pernambuco consideraram “acertada” a estratégia do tucano de deixar as críticas ao governo Lula à bancada de oposição no Congresso Nacional. Mas o deputado federal Roberto Magalhães, uma das lideranças do DEM estadual, fez ressalvas à posição de Serra. Ele avaliou que será “impossível” o tucano manter-se distante desse tipo de embate quando a campanha eleitoral for deflagrada. “A postura está certa enquanto diretriz de campanha. Mas no dia-a-dia, ele vai ter que defender o governo do partido dele (o de FHC) e entrar na crítica ao atual. Até porque a fala de um candidato é bem mais forte que de deputados e senadores”, avaliou Magalhães.

Serra também sinalizou, segundo matéria publicada ontem pelo jornal o Estado de S. Paulo, que vai “apontar para o futuro” como linha orientadora de sua candidatura. Fugiria, assim, à tese da “eleição plebiscitária” proposta pelo PT, onde os oito anos do governo FHC seriam comparados aos oito do governo Lula. Magalhães, porém, entende como um “equívoco” a estratégia de Serra de evitar esse confronto. “Foi um dos erros de Geraldo Alckmin (PSDB, candidato a presidente em 2006): não assumiu os feitos do governo FHC”, disse.

Líder do PSDB na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Pedro Eurico acredita que Serra não deva mesmo entrar em comparações entre os governos FHC e Lula pelo estilo de campanha que, segundo ele, o PT vai levar às ruas. “O PT virou um partido ufanista e populista. Vai querer usar a tática do terror, de que se (a ministra da Casa Civil e presidenciável do PT) Dilma Rousseff não for eleita a população vai perder isso ou aquilo. Nosso candidato não vai embarcar nessa lógica, de que eles são o bem e a humanidade é o resto”, disse.

Eurico endossa por inteiro a tese do “pós-Lula” defendida por Serra. Segundo ele, o PSDB deve colocar em debate quem tem condições de comandar o País na próxima década, e não “ficar olhando pelo retrovisor”. “A população não quer rinha eleitoral, quer resultados”, assegura.

(Jornal do Commercio).