Considerava-se que não faltava mais nada de inusitado para acontecer na Mesa Diretora da Casa Diogo de Braga, porém aconteceu: o presidente José Aglailson (PSB) conseguiu superar suas improvisações baseadas em atitudes esdrúxulas e desconexas, deixando atônitos todos os seus pares na noite dessa terça-feira (21), quando deixou os parlamentares literalmente “a ver navios” ao resolver deliberar de modo unilateral e com viés pessoal o recesso de 30 dias do Poder Legislativo. Fez isso sem a menor cerimônia logo após ter acabado de iniciar a sessão com a ordem o dia.
Diante da abertura protocolar dos trabalhos na plenária, o presidente determinou que a sessão estava encerrada a partir de então e informou que todos os vereadores irão receber um ofício de convocação para uma nova reunião tão somente marcada para o dia 1º de agosto deste ano, quando a Câmara entra em recesso durante o mês de julho.
Atordoados, foi a descrição exata dos que estavam presentes.
Sem esperar por este ato inusitado do presidente, alguns vereadores se viram desrespeitados, pois para aquele momento havia uma série de pontos que seriam tratados na plenária e alguns projetos de lei que entraram na ordem do dia que seriam votados ao final desta sessão, sem contar que haviam parlamentares inscritos para fazer uso da Tribuna, atividade que sempre inicia o grande expediente da reunião que acontece uma vez por semana.
Após ter se retirado rapidamente do prédio da Câmara, Aglaílson foi bastante criticado pelos vereadores presentes pela atitude tomada. Um dos mais exaltados foi o vereador Pedro Queiroz (PPS), que chegou a sentenciar de que a Câmara havia se transformado numa “pocilga” e num “cabaré”.
De pronto, com esta decisão unilateral José Aglaílson feriu o artigo 22, do Regimento Interno da Casa, pelo qual o implica diretamente na infração do “Decoro Parlamentar”. Existe, segundo este Regimento, todo um procedimento para nortear os trâmites das sessões. Neste caso, o procedimento formal seria após ter iniciado a reunião ter aprovado a ata anterior, ler o expediente e a ordem do dia, informar aos demais da urgência ou não de projetos, e verificar se havia algum orador inscrito; caso não houvesse ninguém para usar a tribuna – aí sim – deveria declarar encerrada a sessão ordinária.
Na oportunidade, Aglaílson havia acabado de receber uma Recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que abrisse ao público a movimentação financeira da sua gestão à frente da Câmara Municipal, através de um site nos moldes do Portal da Transparência, conforme faz o Governo Federal e Assembleias Legislativas nos Estados.
Do mais, até o momento, a Mesa Diretora ainda não colocou em votação Projetos de Lei enviados pelo Prefeito Elias Lira (DEM), os quais revogam empréstimos feitos na gestão do ex-prefeito José Aglaílson junto ao Fundo de Previdência dos Servidores do Município (VitóriaPrev). Confira detalhes AQUI.
De 20 sessões realizadas este ano, Aglaílson só trabalhou apenas 05
O Blog A VOZ DA VITORIA fez o levantamento relativo a assiduidade de José Aglaílson quando este assumiu a presidência da Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão. Desde quando assumiu o comando em fevereiro de 2011 até esta semana, ele presidiu até o fim apenas 05 (cinco) sessões ordinárias.
Com 20 (vinte) sessões ordinárias ocorridas em sua gestão enquanto presidente da Casa, ele retirou-se bem antes de encerrar em 05 reuniões, ou seja, ele comparecia e logo depois entregava o comando ao seu vice-presidente Dr. Saulo (PSB). De modo que ele esteve ausente totalmente em 10 (dez) sessões.
Aglaílson é remunerado para ser presidente, contudo só trabalhou em 05 ordinárias, retirou-se em 05 e faltou 10, totalizando 20.
Sem contar que quando foi eleito vereador por votação histórica, ele já faltava significativamente (Confira AQUI). Adiante, em grande parte acabou se licenciando do cargo para assumir a Assessoria Especial do Governador Eduardo Campos (PSB), logo depois renunciando para voltar à Câmara Municipal, competindo e vencendo a presidência contra Pedro Queiroz.
por Josimar Cavalcanti,
com Lissandro Nascimento.
Vereadores de Vitória tentam entender quais foram os reais motivos que fizeram Aglaílson cancelar a Sessão e de imediato abrir recesso parlamentar.






