O fato é que a política é bastante recheada de idas e vindas a partir da relação com o poder executivo. Apoiar quem está ocupando o executivo é bastante corriqueiro. Isso ocorre nos legislativos municipais com relação aos prefeitos, que logo após as eleições, via de regra, passam a ter maioria. Nas relações com os governos estaduais e federal, não só o legislativo como as prefeituras sucumbem ao encanto do governante de plantão.
Jarbas, que gozou de apoios incondicionais e condicionados, sabe bem como isso acontece e não deveria reclamar. Os que profetizavam sobre a hegemonia do bloco Jarbista durante vinte anos no poder (a partir da eleição de 1998), terminaram por ter que se explicar quando a profecia caiu dois anos depois, com a eleição de João Paulo (Recife) e Luciana Santos (Olinda), que sempre foram do campo oposto ao de Jarbas e seus aliados.
A troca de lados, por mero oportunismo, infelizmente é uma prática comum na política. O que chama a atenção é o protesto de quem já fez uso dos mesmos recursos e de outros expedientes, para chegar e se manter no poder político. O veneno é o mesmo, o que mudou foi o manipulador.
Sociólogo e Colunista do Blog.







