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A criação da lei das cotas nas universidades públicas do País é uma reparação à dívida histórica da sociedade para com os negros. A afirmação foi feita, nesta quarta (21 de novembro), pela deputada Isabel Cristina, do PT. Ela informou que a nova legislação garante a reserva de 50% das vagas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas, sendo que metade será de ampla concorrência e a outra parte definida por critério de rede de ensino, renda familiar e cor, beneficiando negros, pardos e índios.
Isabel destacou que a UFPE já anunciou que vai adotar a medida a partir de 2013, lembrando que as instituições têm até quatro anos para se adequar à norma. A deputada afirmou que a lei foi criticada por contribuir para o aumento do racismo mas, na verdade, tem papel indispensável na redução da desigualdade no País.
A parlamentar lembrou que as estatísticas apontam que apenas cinco por cento dos negros têm nível superior no Brasil. E ressaltou que o País foi o último a abolir a escravidão, com a maior quantidade de escravos no mundo, tendo ainda perseguido o segmento racial por suas manifestações culturais, como danças e cultos religiosos. A deputada acredita que a história vai provar que, por meio da nova lei, a sociedade brasileira pode viabilizar a igualdade entre as raças.







