BRASÍLIA (Folhapress) – Estudo lançado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) cita a expansão dos gastos em programas sociais como medida fundamental para enfrentamento da crise econômica no Brasil.
A publicação chamada “Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas”, com mais de 900 páginas, foi elaborada para celebrar os 45 anos da instituição, aproveitando o ensejo de um ano de crise internacional.
O estudo, que analisa perspectivas das finanças públicas brasileiras diante da crise, aponta o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) como um dos maiores redentores da crise. De acordo com a publicação, o programa lançado pelo governo Lula deve assumir escala maior, “proporcional a grande plano de desenvolvimento nacional”.
O estudo, que analisa perspectivas das finanças públicas brasileiras diante da crise, aponta o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) como um dos maiores redentores da crise. De acordo com a publicação, o programa lançado pelo governo Lula deve assumir escala maior, “proporcional a grande plano de desenvolvimento nacional”.
A recomendação do Ipea é de que o governo amplie também o programa Bolsa Família, as pensões, aposentadorias e demais benefícios sociais, como o programa de habitações para famílias de baixa renda. A elevação do salário mínimo também é apontado como medida eficaz para dissolução da crise.
As medidas listadas pelo Ipea visam assegurar a sustentação da renda interna e manter o poder de compra da sociedade. O instituto defende que são medidas voltadas não apenas para enfrentamento imediato da crise, mas também para longo prazo.
A nova arquitetura do orçamento público, contemplando a seguridade social, deve incentivar a produção e a geração de emprego. De acordo com o estudo, é possível verificar tendência crescente de geração de emprego, que atingirá seu ápice em 2010.
Mas há o alerta de que os empregos brasileiros estão muito concentrados na faixa de zero a três salários mínimos.
(Folha de Pernambuco).







