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Hora de descobrir a evolução dos animais

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Publicado em 04.02.2011

Vinte e três painéis, no Espaço Ciência, no Memorial Arcoverde, em Olinda, contam desde quando surgiu a bactéria, 4,6 bilhões de anos atrás, até as espécies ameaçadas de extinção nos dias atuais

Uma exposição para ver, ouvir e tocar está em cartaz desde ontem no Espaço Ciência, no Parque 2 do Memorial Arcoverde, em Olinda. O tema é a evolução dos animais. Desde os primórdios da Terra, com o surgimento de uma bactéria 4,6 bilhões de anos atrás, até as espécies ameaçadas de extinção da época holocênica do período quaternário, ou seja, dos dias atuais.


São 23 painéis distribuídos no Pavilhão de Exposições, na entrada do museu científico. Em 22 deles, há fones de ouvido conectados a monitores que exibem documentários sobre temas como vida silvestre, evolução das espécies e conservação da biodiversidade. A curadoria é do professor do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Valdir Luna. A montagem ficou a cargo da arquiteta Fátima Ximenes.
A equipe levou dois anos preparando o material, que conta ainda com réplicas e até um fóssil vivo. Como a mostra é interativa as pessoas podem tocar na maioria dos objetos expostos. Há até um meteorito, com selo de autenticidade e tudo. “Esse é o extraterrestre da mostra”, brinca o diretor do Espaço Ciência, Antônio Carlos Pavão.
Outro destaque é um contador de Geiger, medidor de radiação, que o visitante pode experimentar. Na mesinha onde está disposto, junto de duas réplicas de crânio humano, tem uma amostra de urânio. Se o medidor é apontado para uma pessoa, quase não se houve o bip. Mas, se o alvo é a amostra do material radioativo, o sinal sonoro se torna audível.
Réplicas de embriões de vários tipos de animais, inclusive o Homo sapiens, também chamam a atenção. Todos os moldes são incrivelmente parecidos no início do desenvolvimento. É inevitável refletir sobre a condição humana diante dos outros bichos.
Para Pavão, um dos resultados esperados da exposição é mostrar que o naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882) não é o pai da teoria da evolução das espécies. “Ele é, sim, o pai da ideia da seleção natural, mas vários outros cientistas também trataram da evolução”, destaca.
A equipe dedicou dois anos ao projeto, que custou R$ 113 mil. Os recursos são do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Submetemos o projeto a um edital do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do CNPq. Concorremos com outros grupos e ganhamos por mérito”, lembra Pavão.
A exposição Revolução dos bichos ficará em cartaz o ano todo e pode ser visitada de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Nos sábados e domingos, o horário é das 13h30 às 17h30. A entrada é gratuita.

(Jornal do Commercio).