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Pivô de um mal-estar entre o governador Eduardo Campos (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), Guilherme Uchoa (PDT), e os irmãos Lyra – o vice-governador João Lyra Filho (PDT) e o ex-ministro da Justiça Fernando Lyra -, o deputado estadual da base governista Henrique Queiroz (PP) reafirmou a inconfidência feita, há dez dias, sobre o embrião de uma estratégia para fazer de Uchoa – hoje, o segundo na ordem da sucessão – governador por nove meses em 2014. Queiroz disse que apenas revelou uma conversa que corre nos bastidores. A confidência, segundo ele, foi feita entre aliados pelo líder do governo, Waldemar Borges (PSB).
Partidário da reeleição e da terceira recondução de Uchoa à presidência, Queiroz – alvo de críticas por colocar lenha na fogueira – afirmou não ter recebido nenhum puxão de orelha pela revelação. Não sou homem de levar puxão de orelha. Foi o Wal quem comentou, disse. Borges, por sua vez, negou ter comentado sobre a estratégia para beneficiar Uchoa. De jeito nenhum. Não faz sentido. Uma coisa (a reeleição) não tem nada a ver com a outra (2014). Nego peremptoriamente, rechaçou.
A chance de Uchoa vir a ser governador, com a possível desincompatibilização de Eduardo, em 2014, para uma disputa nacional, passa pela aprovação da emenda 01/2011, de Cleiton Collins (PSC), ou da emenda substituta de Raimundo Pimentel (PSB), presidente da CCJ, que vota hoje as propostas. Se passar uma ou outra na CCJ e no plenário, Uchoa – maior aliado de Eduardo na Alepe – disputa novo mandato em 2013. Um ano depois, João Lyra sairia para concorrer à Câmara dos Deputados ou para ir para o TCE.
A divulgação do esquema explica a reação dos Lyra. Primeiro na ordem de sucessão, João Lyra afirmou que concluirá o mandado como vice ou como governador, e Fernando Lyra assegurou não haver outra possibilidade. O ex-ministro disparou ainda contra o líder Waldemar Borges, acusando-o de passivo e omisso na Alepe. Borges rebateu pedindo mais respeito à opinião dos outros.
Em meio às especulações, corria ontem na Alepe que a eleição da mesa pode ser antecipada ainda para este ano. Se não tiverem cuidado, (os opositores), a reeleição (de Uchoa) ocorre ainda este ano, admitiu um governista. O objetivo: evitar novo desgaste em 2013, data prevista da eleição.








