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Recife

Hely: Eduardo tem que focar no Sul

  • Marcio Souza
Hely: Eduardo tem que focar no Sul

(Arquivo)

Alex Ribeiro / Folha PE

Nome forte para as eleições presidenciais de 2014, o governador Eduardo Campos (PSB), se for candidato, deve reforçar sua campanha nas regiões Sul e Sudeste do País para conseguir mais votos. Mesmo com uma avaliação recorde em Pernambuco e bem visto em outros Estados do Nordeste, o líder socialista sabe que o colégio eleitoral da região não é suficiente para conseguir sucesso no pleito. “Eduardo tem duas questões à frente dele: ser popular e estar à frente de um partido em ascensão. Mas o que pesa negativamente, por incrível que pareça, é ser governador de Pernambuco, que não tem um colégio eleitoral considerável”, afirmou o professor e cientista político Hely Ferreira, durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem.

De acordo com ele, Eduardo é um político habilidoso e está utilizando da mesma estratégia de seu avô, o ex-governador do Estado, Miguel Arraes, já falecido. “Ele (Eduardo) sabe que está sendo bastante cortejado, mas não vai colocar a carroça na frente dos bois. Ele não tem pressa, sabe que ainda não é o momento de agir”, analisou. Sobre a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB), Hely Ferreira comentou que o maior peso na campanha eleitoral do tucano serão as críticas da política das privatizações ocorridas no mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2002).

“Em época de eleição vale tudo. As pessoas vão buscar coisas longes, e, com certeza, essa questão das privatizações vai entrar em pauta. Esse vai ser o maior peso no pleito para Aécio”, comentou Hely. Em sua opinião, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) não lhe dá segurança de uma reeleição tranquila. Ele ressaltou que uma boa avaliação não é sinônimo de vitória. “Ela terá chances de vencer se tiver um crescimento na economia. A recuperação da economia é difícil para todos. O Brasil não é uma ilha isolada. Além do mais, seu índice de popularidade pode ser alto, mas isso não é o fator decisivo”, avaliou.