O Grupo JB vai investir pelo menos R$ 98 milhões nas suas unidades pernambucana e capixaba. A primeira receberá R$ 37 milhões a serem gastos na renovação do plantio de cana-de-açúcar nesta safra na usina localizada em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. O grupo vai ampliar a termelétrica para ser autossuficiente em energia na empresa Lasa Linhares Agroindustrial, uma usina (também de sua propriedade) na cidade de Linhares, no Espírito Santo. “Atualmente, é um problema fazer a irrigação com a energia comprada da distribuidora ou usando o diesel”, conta o diretor presidente do Grupo JB, Carlos Beltrão. O empecilho é o alto custo do diesel ou da energia elétrica comprada fora (da empresa).
A alta do custo da energia motivou o grupo a realizar um investimento total de R$ 61 milhões – a ser concluído em 2018 – para fazer com que a térmica capixaba saia de uma capacidade de gerar 3,2 megawatts (MW) para 33 MW. Com isso, a área irrigada lá sairá de 500 hectares para 3 mil hectares. Desse total a ser investido, R$ 49 milhões serão financiados pelo Banco do Nordeste (BNB) com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE Verde). Os recursos também serão usados na modernização da termelétrica.
“O investimento no plantio tem que ser feito anualmente, mas em 2015 foi menor na unidade pernambucana por causa da seca”, conta Beltrão. Este ano, as chuvas estão mais regulares na Zona da Mata pernambucana. Entretanto, há outros estímulos aos investimentos realizados nas duas unidades. “Nos próximos três ou quatro anos, a expectativa é de que preço do açúcar esteja melhor”, acrescenta.
A alta do açúcar influencia o preço do álcool, um dos principais produtos fabricados pelo grupo, que se especializou em produzir álcool para a indústria de bebidas, perfumes, fármacos, entre outras. A empresa produz gás carbônico nas duas unidades.
Em Pernambuco, o grupo emprega 4 mil pessoas na safra e 2,2 mil na entressafra. Já no Espírito Santo, são 1,2 mil pessoas na moagem e 700 trabalhadores nos meses em que não há colheita.
O volume da mão de obra é menor no Sudeste, porque a colheita é mecanizada. “Lá os custos são 30% menores, mas a diversificação ajuda a manter a competitividade”, diz.
A unidade pernambucana desenvolve um projeto em parceria com a empresa Cetrel para fabricar biogás a partir da vinhaça, um subproduto da produção do álcool. Até então, a vinhaça era usada na adubação do canavial. A usina pernambucana é a primeira a usar essa tecnologia em escala industrial no País.
Jornal do Commercio







