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Se dependesse apenas do protesto realizado, na segunda-feira (13), pelos prefeitos de Pernambuco contra a falta de investimentos na convivência com a seca, as reivindicações seriam atendidas. Na Rua da Aurora, ônibus que traziam caravanas do interior faziam filas. As áreas interna e externa da Assembleia Legislativa ficaram lotadas de políticos, representantes de movimentos e trabalhadores, além de faixas contra o governo federal.
Uma delas, utilizando o slogan do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), estampava: “O Nordeste está sendo castigado com a seca e a queda do FPM. Como podemos dizer ‘País rico é País sem pobreza’? Nordeste também é Brasil”.
O agricultor José Raimundo Gomes, de 59 anos, viajou 379 quilômetros de Afogados da Ingazeira, no Sertão, até o Recife. “Só chega água na minha casa a cada oito dias”, contou. Segundo a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), 112 prefeitos compareceram.
Parlamento Estadual adere à mobilização Grito do Nordeste
O presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa (PDT), elogiou a iniciativa da Associação Municipalista em trazer o debate para a Casa Joaquim Nabuco. Segundo o parlamentar, o governador Eduardo Campos vem realizando todas as ações possíveis para dar suporte às famílias e produtores prejudicados. Para Uchoa, os problemas só poderão ser enfrentados com mais eficácia, a partir de uma maior participação do Governo Federal. “Tudo o que podia ser feito pelo Estado foi feito. Chegou a hora de convocar a presidente Dilma para ajudar”, enfatizou.








