Uma corrida contra o tempo. Assim pode ser definida a situação dos servidores federais, em greve desde o dia 18 de junho. O Congresso Nacional tem até o final deste mês para aprovar o orçamento de 2013. Caso o serviço público não esteja contemplado na peça, mais uma vez a categoria não terá reajuste no ano que vem, nem haverá investimento no setor. O cenário não é nada animador. Nos últimos dez dias, pelo menos duas medidas adotadas pelo governo Federal vão exigir do funcionalismo muito mais mobilização e poder de pressão.
A primeira diz respeito ao Decreto 7777/12, que autoriza a substituição de servidores federais em greve por servidores estaduais, municipais e até mesmo terceirizados. A segunda rasteira do governo foi a suspensão de todas as reuniões agendadas com as entidades representativas do funcionalismo, quando deveriam ser discutidas as demandas de várias categorias da esfera federal. Até o dia 13 de agosto, o Executivo não senta para negociar.
Em Pernambuco, além do Incra Recife e Petrolina, estão paralisadas as unidades dos institutos federais. Na última quinta-feira, a Reitoria do IF Pernambuco mostrou-se sensível ao movimento e garantiu que as aulas só vão começar depois do fim da greve. No IF Barreiros, os grevistas vão entregar um documento, amanhã – previsão para início das aulas -, aos alunos e pais de alunos explicando o movimento.
Terça feira, o piquete da greve do Incra Recife vai repassar para a Associação dos Portadores de Doença de Chagas de Pernambuco uma tonelada de alimentos comprados e doados por assentamentos da reforma agrária. Na Agricultura, os servidores resolveram paralisar por 24 horas toda quarta-feira de agosto. Dessa forma, a greve vai se consolidando, porém é preciso mais participação dos servidores.
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Pernambuco – Sindsep/PE







