Diário de Pernambuco

Uma possível extensão do semestre letivo preocupa os alunos do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) que encontram aulas paradas por motivo de greve. Desde a manhã de ontem, professores e funcionários entraram em greve por tempo indeterminado com várias demandas para o Ministério do Planejamento. O calendário letivo da instituição, precarizado em função da Copa do Mundo da Fifa, teria fim em menos de dois meses. Em junho, seriam apenas 13 dias de aula, uma vez que o IFPE fechará nos dias de jogos do Brasil ou realizados na Arena Pernambuco.
Segundo informações do Instituto, os professores e funcionários que não desejarem aderir ao movimento e alunos têm acesso livre à instituição, garantido pelos grevistas à direção do Campus Recife em uma reunião realizada na última sexta-feira. Caso o acesso seja realmente liberado, muitas disciplinas serão concluídas dentro do período pre-determinado pelo calendário. Desta forma, o IFPE ainda não pode prever os impactos da greve no calendário como um todo. O que a direção da instituição garante é reposição das aulas que não forem realizadas.
As aulas que não forem realizadas serão completamente A paralisação, para aqueles que aderirem ao movimento, não tem data para acabar. As exigências do Sindicato estão direcionadas, principalmente, ao Ministério do Planejamento. Segundo o coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica em Pernambuco (Sinasefe-PE), Geraldo Filho, várias questão estão sendo levantadas, como a necessidade da volta dos anuênios, que corresponde a 1% do salário base que os servidores recebiam até a época do Governo Collor.
“Também somos contra a precarização da educação que deverá acontecer com a expansão irresponsável da IFPE. Planeja-se a criação de 4 novos campi na Região Metropolitana, mas não há estrutura para a fiscalização da qualidade do serviço. Na nossa percepção, deveria ser implementado apenas um campus central que contemplasse toda a região”, explica Geraldo. “Outras questões desejadas são a isonomia entre os docentes de EBTT e os professores universitários e a diminuição da carga horária de 40 para 30 horas.”







