Muitos não se arrependem pela postura adotada
por Hely Ferreira
Dizem que certa vez perguntaram a Sócrates: o que é o homem? Ele pegou um galo que estava próximo, o depenou e disse: “Eis aí o homem!” O fato é que há várias teorias a respeito, onde teologia, filosofia, sociologia, história, antropologia e tantas outras de não menos importância, buscam explicar certas condutas adotadas pela sociedade. Os relatos veiculados pela imprensa pernambucana em relação à postura adotada por uma parcela da sociedade, quando do período em que a briosa Polícia Militar de Pernambuco entrou em greve, demonstra como existe uma inclinação para uma conduta à margem da sociedade.
Adentrar em estabelecimentos comerciais, e furtar objetos, aproveitando a falta de policiamento nas ruas, demonstra o estado de barbárie em que se vive. Comportamentos assim produzem sérias reflexões no que diz respeito à crise da moral na sociedade chamada de pós-moderna. Depois de tudo isso e acalmado os ânimos, muitos resolveram devolver aquilo que haviam adquirido de forma ilícita. O comportamento adotado é fruto de consciência julgadora, ou o receio de ser reconhecido através das imagens da TV? Alguém já disse que a consciência é o nosso primeiro juiz. Mesmo assim, muitos não sentem nenhum arrependimento pela postura adotada.
Há aqueles que lamentam por não terem tido oportunidade para saquear os estabelecimentos comerciais. Condutas assim nos leva a perceber como se assemelha a conduta adotada por uma grande parcela dos que se apresentam como representantes do povo. Lamentavelmente, a corrupção vem crescendo assustadoramente entre nós e, mesmo assim, ainda há quem acredite que ela está apenas presente no seio da política partidária. Na verdade, os políticos chegam ao poder através do voto de quem?
Por Hely Ferreira,
Cientista Político.








