Visitas: 9

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória
Recife

Governo do Estado não esclarece quem fez “procedimento irregular” identificado pelo TCE

  • Pedro Alessandro Silva
Governo do Estado não esclarece quem fez “procedimento irregular” identificado pelo TCE

Brasao.peO Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria da Controladoria Geral do Estado, não concordou com o entendimento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de que a anulação de quase R$ 400 milhões em empenhos liquidados foi um procedimento “irregular” e “indevido”. Tratando, em nota, o assunto por “supostas” irregularidades, a Controladoria Geral do Estado só soube que estava na mira do TCE após ter sido notificada.

“Considerando que a decisão do Pleno do TCE foi de aprovação das contas sem ressalvas, entendemos não caber mais questionamentos à decisão daquele Tribunal”, finalizou a nota.

Uma auditoria complementar, realizada no bojo da análise das contas de governo de 2013 do ex-governador Eduardo Campos, identificou um procedimento contábil considerado “incomum” e “indevido”. No último dia de 2013, 678 empenhos liquidados (quando o serviço é prestado e é autorizado o pagamento) de diversas secretarias foram estornados, desaparecendo do orçamento de 2013. Como informa o TCE, eles foram pagos nos primeiros meses de 2014, entrando, portanto, no orçamento do ano citado.

De acordo com o conselheiro relator, Carlos Porto, o procedimento não guarda conformidade com os princípios da “legalidade” e “publicidade”, do Art. 37 da Constituição Federal, e o princípio da “transparência”, dito no Art. 48 da Lei Complementar nº 101/2000.

No julgamento das contas de governo, o voto que venceu retirava do governador do Estado a responsabilização pelo ato ilegal cometido pela sua equipe. “Essa questão deve ser levada em conta quando as contas de gestão da Controladoria e da Fazenda foram julgadas”, explicou Carlos Porto. Até hoje o responsável pelo procedimento ilegal (“usuário CTB-batch”) permanece não identificado. O Governo do Estado também não soube explicar a motivação do estorno de mais de R$ 395 milhões nas contas de 2013.

JC Online