
No território dos maracatus, sete grupos de uma das mais belas tradições do Carnaval se reúnem
do pe360graus.com
A cidade de Glória do Goitá foi marcada, no último sábado (22), por uma celebração religiosa diferente. Centenas de moradores foram às ruas para acompanhar a festa do Espírito Santo, um ritual que une fé e folia.
No território dos maracatus, sete grupos de uma das mais belas tradições do Carnaval se reúnem. Desta vez, o motivo não é a folia, mas a fé. Calçadas e Ruas ficam cheias. Famílias inteiras querem ver a procissão diferente.
Unir cultura popular e religiosidade foi o jeito que os fiéis encontraram pra renovar um ritual centenário que chegou ao País com os colonizadores. “Essa é uma forma da gente apoiar essa cultura que abrange a totalidade da vida”, disse o pároco de Glória do Goitá, o padre João Ribeiro.
O fogo tem um simbolismo muito forte nesta comemoração. Afinal, a festa serve para lembrar uma passagem importante da bíblia, que narra a chegada do Espírito Santo junto aos apóstolos, exatamente 50 dias depois da ressurreição de Jesus Cristo. Ele teria surgido em forma de línguas de fogo. Por isso, as fogueiras iluminam a noite. Sete fogueiras queimam em devoção.
Ao redor delas, os maracatus fazem evoluções e orações. Eles rezam cantando loas. A poesia brota do improviso, graças ao talento dos mestres populares. “Quando se canta, quando se dança, faz bem a alma, ao espírito, ao corpo. Ele vai se sentir honrado e feliz”, falou o representante da Associação dos Maracatus de Baque Solto, Manuel Salustiano Filho.
A cidade festeja a união da cultura e da fé.
E mais do que uma festa, é uma celebração. Ao som dos sinos, o cortejo parte da igreja matriz, sob a escolta da guarda de honra dos caboclos de lança. Na praça lotada, a multidão rende graças ao divino Espírito Santo, em uma noite abençoada.






