Há quem se pergunte como o esporte bretão se incorporou desta forma ao nosso dia-a-dia. Voltando um pouco no tempo, é realmente impressionante, pois a modalidade foi trazida ao Brasil em 1885 e já nos primeiros anos do século XX transformou-se em prática extremamente popular. E isso se deu mesmo com a divulgação de eventos esportivos limitada, uma vez que a televisão, hoje grande responsável pela transmissão de espetáculos esportivos, ainda não existia.
Muitas teorias foram formuladas para explicar o fenômeno. Entre elas uma de cunho biológico, que apontaria as vantagens das pessoas da raça negra na prática do esporte pela sua constituição corporal. Outra funcionalista, dando como explicação a facilidade de aprender as regras do jogo e o fato de não exigir equipamentos caros.
Sem entrar no mérito das duas teorias, o que parece ter havido mesmo foi uma combinação entre o código do futebol e o contexto cultural brasileiro.
E sim uma forma que a sociedade encontrou para se expressar. Uma maneira de extravasar características emocionais profundas, tais como paixão, ódio, felicidade, tristeza, prazer, dor, fidelidade, resignação, coragem, fraqueza, entre outras.
Isso se reflete de várias formas. Na música, no cinema, na literatura, no teatro, nas novelas e entre tantas outras manifestações culturais, bem como nas horas diárias a imprensa televisiva e radiofônica dedicam ao esporte.
O que dá ao futebol, principalmente durante a Copa do Mundo, o poder de renovar o espírito de nação. Que está unida desejando toda sorte à Seleção Brasileira.
deputado estadual pelo PT e líder do governo na Assembleia Legislativa, escreve para o blog todas às terças-feiras.









