por Hely Ferreira*
Durante o primeiro mandato do Senhor Luiz Inácio Lula da Silva ocorreram várias denúncias de corrupção dentro do governo, mas o comportamento messiânico do então presidente fez com que o mesmo saísse praticamente ileso a todas as querelas existentes. Apresentando-se como o novo “pai dos pobres”, Lula tornou-se quase que inabordável. Até hoje a força do simbolismo o mantém como aquele que veio para salvar os descamisados.
Fruto de uma necessidade, a candidatura da presidente (a) Dilma serviu para arrefecer problemas internos do Partido dos Trabalhadores. A vitória que lhe foi concedida pelo voto popular, manteve entre os chamados excluídos a possibilidade de continuar vivendo através das políticas compensatórias patrocinadas pelo governo. Sendo herdeira direta do ex-presidente, o atual governo aos poucos está sofrendo da mesma mazela, ou seja, denúncias de corrupção. Mas a Senhora Dilma sabe que não traz em si o messianismo e que não suportaria um desgaste grandioso, principalmente por viver com um fantasma que acompanha seus caminhos constantemente. Assim, tratou de imediato estancar as celeumas, nem que o único caminho fosse expurgar do governo, velhos e novos aliados.
Diferentemente do governo anterior, a atual presidente optou por evitar uma hemorragia governamental, para não correr o risco da ingovernabilidade.
por Hely Ferreira,
Cientista político.







