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Fiscais da prefeitura removem comerciantes da feira livre de Gravatá

  • Pedro Alessandro Silva
Fiscais da prefeitura removem comerciantes da feira livre de Gravatá
O clima era de agustia entre os feirantes durante a remoção dos seus produtos da área onde deveria ocorrer a venda no atacado (Foto: Jean Villar)

O clima era de angústia entre os feirantes durante a remoção dos seus produtos da área onde deveria ocorrer a venda no atacado (Foto: Jean Villar).

Quatro fiscais da Prefeitura Municipal orientaram os feirantes a retirarem os produtos sob a alegação de que outros comerciantes haviam denunciado a venda no varejo

Gravatá Notícias

O último sábado  começou com polêmica na feira livre de Gravatá, no agreste pernambucano. Aproximadamente 10 feirantes foram impedidos de comercializar produtos numa área reservada para a venda de grossos. Quatro fiscais da Prefeitura Municipal orientaram os feirantes a retirarem os produtos sob a alegação de que outros comerciantes haviam denunciado a venda no varejo, o que estaria os prejudicando.

Segundo os fiscais, a venda do grosso só é permitida nas quartas, quintas, sextas e no sábado até as 7 da manhã. Para o feirante José Galindo da Silva, este é um momento difícil na vida de: “Os fiscais querem que a gente saia da feira. Se a gente dizer que não vai retirar os produtos eles ameaçam dizendo que vão chamar a Polícia. Isso aqui não é roubado, é comprado. Não existe isso. Eles fazem o que eles querem. O que está faltando aqui é alguém que domine isso. Pagamos o que é nosso e não poder vender?. Existe isso onde que eu não sei? Ninguém é cachorro não”, desabafou o feirante revoltado.

A comerciante Marlene Barbosa da Rocha, se mostrou muito revoltada ao alegar que muitos pagaram R$ 25,00 para estarem na feira, e hoje estão impedidos de trabalharem. Para ela, está sendo tirado o direito de trabalhar honestamente: “Eles disseram que não era mais pra vender aqui. Muita gente aqui pagou ontem e hoje ninguém vendeu nada. Estou humilhada e muito. Eles querem que a gente roube é? O camarada honestamente quer trabalhar e eles não querem que o camarada trabalhe? Então o cara tem que roubar, não meu amigo? A revolta é muito grande não é pouca não!”, disse preocupada Marlene com a mão na cabeça. O agricultor “Zé Biu”, residente no Sítio Candieiro II, disse que esta é a primeira vez que passar por este tipo de constrangimento deste a gestão do ex-prefeito Monsenhor Cremildo: “Péssima! A gente nunca pagou isso aqui. O camarada vender meio mundo de coentro para pagar R$ 25 reais e hoje nesta administração que entrou ai estão arrasando a gente. Ninguém aqui nunca pagou nada para vender um molho de coentro no tempo de Joaquim, no tempo do Padre, no tempo de Chucre. Não tem condições um negócio desse não. O recado que eu dou para o gestor da cidade é que ele está fazendo um negócio muito errado, desgraçado, péssimo mesmo”, desabafou o agricultor em tom de revolta.

A remoção dos comerciantes revoltou clientes e curiosos que passavam pelo local. Em conversa com os fiscais, a reportagem tomou conhecimento que todos os feirantes serão realocados em bancos para que seus produtos sejam colocados a exposição e venda no varejo.