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Nazaré da Mata

Filmagens de Azougue terminam sexta em Nazaré da Mata

  • Marcio Souza
Filmagens de Azougue terminam sexta em Nazaré da Mata

(Maracatuzeiros gravam disco em estúdio em cena do filme. Foto: Blenda Souto Maior/ DP/ D.A.Press).

Júlio Cavani – Diario de Pernambuco

Filme de ficção retratará o cruzamento entre a vida de personagens direta e indiretamente ligados ao universo do maracatu rural

Nazaré da Mata virou cenário de cinema nas últimas três semanas com as filmagens de Azougue, primeiro longa-metragem do cineasta Tiago Melo. O filme mostra os encontros e desencontros entre um grupo de personagens ligados entre si por um maracatu rural, uma igreja evangélica, uma usina de cana-de-açúcar e um estúdio de gravação musical, que funcionam como núcleos da trama.

Na semana passada, por exemplo, uma sequência foi filmada na Praça da Estação, onde funciona uma espécie de terminal para transportes como vans, táxis e kombis. O personagem interpretado pelo ator Edilson Silva (Brasil S/A) é um trombonista que também trabalha como motorista. Na cena, ele conversa com o diretor musical Cabidela (interpretado por Nanego Lira, do grupo de teatro Piolin), que precisa marcar uma viagem para o Recife. Os dois, que trabalham juntos na gravação de um disco do Maracatu Cambinda Brasileira, vivem um momento de tensão não assumida, pois ambos estão envolvidos com uma produtora cultural chamada Tita, vivida pela atriz Dandara de Moraes (ex-participante do elenco de Malhação).

“Eles vivem esse triângulo amoroso mas se respeitam”, esclarece Nanego, que já trabalhou em filmes como Central do Brasil. Para o ator, um dos maiores diferenciais de Azougue são os integrantes do elenco que ainda não são atores profissionais e vivem na Região da Zona da Mata, como o próprio Edilson Silva, que é do município de Condado. “Acho que eles vão surpreender”, acredita o ator. “É um filme muito arriscado, mas que tem tudo para dar certo”, aposta.

Os integrantes do Cambinda interpretam a si mesmos, como o mestre maracatuzeiro Anderson Miguel, de 18 anos de idade. “O que vai rolar no filme é o que eu faço no meu dia a dia. Até meu nome vai ser o mesmo”, detalha o músico, que quer voltar a trabalhar com cinema mais vezes. No mesmo dia, depois da Estação, eles ainda filmaram em um estúdio musical (onde Anderson e o trombonista tocaram juntos sob direção de Cabidela) e na queimada de um canavial. As filmagens terminam na próxima sexta.

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