Folha de Pernambuco
A Zona da Mata do Estado vem ganhando destaque pela instalação de grandes empresas e o desenvolvimento exacerbado, entretanto, vem provocando um grave efeito colateral nos agricultores familiares da região, segundo assegura a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape). A razão, na avaliação da entidade, é que os grandes empreendimentos vêm “forçando” a saída das pessoas do campo para trabalhar na construção civil, tendo em vista a redução das oportunidades no setor agrícola.
“O problema é que a construção civil não é uma ação atemporal, e, na verdade, não assegura uma unidade para essas pessoas de forma sustentável. O que queremos é o que o Estado não pense na Zona da Mata apenas na estrutura dos grandes empreendimentos, mas pense também em potencializar a produtividade dos agricultores familiares”, sentenciou o presidente da Fetape, Doriel Barros.
Ontem, uma comitiva coordenada por Barros entregou ao governador Eduardo Campos uma pauta com 56 itens que reivindicam melhorias para os trabalhadores do setor, que, desde o ano passado, sofrem os efeitos da pior seca dos últimos 40 anos. “Nós temos vários assentamentos na Zona da Mata que precisam de investimentos. Se eles produzirem, com certeza, teremos produtos aqui no Recife ficando mais baratos”, garantiu o presidente da Fetape.
Além do governador, participaram da reunião na sede provisória do Governo, no Centro de Convenções, os secretários de Agricultura, Ranilson Ramos; da Casa Civil, Tadeu Alencar; e de Articulação Social e Regional, Aluísio Lessa. O Governo do Estado realizará novas discussões com a entidade até o próximo dia 30, quando está agendado o Grito da Terra, evento que reunirá diversos movimentos sociais no Recife.







