Durante a manhã desta segunda-feira (20.11), a comunidade escolar da EREM Cardeal Dom Jaime Câmara e a Câmara de Vereadores do Moreno, no Grande Recife, promoveram uma ação pedagógica para reverenciar o Dia da Consciência Negra celebrado neste dia.
A iniciativa se trata do Festival Baobá, que na sua 6ª edição, promove tema gerador dos debates. Em 2023 trazendo o temática: “A dificuldade de ser negro no Brasil”, buscando promover saberes acerca da importância histórica e sociológica do negro na formação do Brasil; promover o respeito às diferenças como princípio; debater e fortalecer o enfrentamento ao racismo, preconceitos e a intolerância como conseqüência da escravidão negra no País; melhorar as relações interpessoais e auto-estima, principalmente junto aos estudantes negros naquela unidade escolar e também no Município.
O Projeto idealizado pelo Professor Antonio Arnaldo, desde 2018, ganha destaque e se fortalece, tornando-se Festival Baobá de Consciência Negra, sempre no mês de novembro, ação da articulação com o Legislativo que aprovou através da Lei Municipal nº 622/2021, fazendo com que todos os anos os estudantes da Escola Dom Jaime Câmara encarem o desafio de debater a temática.
“Essa ação coletiva enaltece a importância das pessoas africanas e afro descendentes na formação social, econômica e política da sociedade brasileira e, naturalmente, também de Moreno, contribuindo com o reconhecimento e valorização pela população local acerca de suas origens, favorecendo sua auto-estima e a sensação de pertencimento”, salientou Antonio Arnaldo.
O evento recebe o nome de uma árvore símbolo do continente africano, cheia de significado para seus povos, contempla diversas linguagens artísticas como música, literatura, pintura, dança, teatro, artesanato e culinária, realizando palestras com renomados na área acadêmica, oficinas e também o Concurso desfile do Rei e Rainha do Baobá.
Segundo Arnaldo, a intenção reforça essa história de resistência e enfrentamento contra as atrocidades da escravidão que não está nem um pouco distante das origens do Município do Moreno que foi fundado em engenhos de cana-de-açúcar, os quais se utilizaram de mão-de-obra de pessoas negras escravizadas e que as marcas dessa presença perduram na sociedade morenense, mesmo que muitos tentem apagá-las.







