Depois de atingir a marca de R$ 550,00 o preço da saca de 60 quilos (R$ 9,16 por quilo), o preço do feijão carioca tipo 8,5, o segundo de melhor qualidade segundo do Ministério da Agricultura, obteve ontem cotação de R$ 380,00, a saca de 60 quilo (R$ 6,33, por quilo), registrando uma baixa de 30,9% em apenas duas semanas. Essa tendência de queda de cotação já se refletiu nesta sexta-feira, nos preços praticados no varejo onde eles chegaram a R$ 9,98, o quilo como o praticado nas unidades da rede de lojas Todo Dia do Walmart. O mesmo tipo chegou a ser comercializado por R$ 14,89 nas lojas da rede Bompreço, em junho.
Ontem, os tipos preto especial (o de melhor qualidade) chegaram a ser vendidos a R$ 7,98. O quilo do tipo Macassa foi vendido a 5,48 o quilo, também, nas lojas do Todo Dia. Vilão da inflação, o feijão carioca acumulou alta de 89% entre janeiro e junho, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reduziu a estimativa de área de 665,9 mil hectares para 577,5 mil h. A produção estimada caiu 22,7% entre os relatórios, para 674,9 mil toneladas.
Se confirmada, a quebra em relação à terceira safra do ciclo 2014/15 será de 20,6%, maior que as reduções da primeira safra (8,9%) e também da segunda (19,3%). O levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) mostra que o País produzirá em 2016 cerca de 2,69 milhões de toneladas de feijão, um recuo de 16%. Em Minas Gerais, segundo maior produtor nacional, a colheita total será de 508,1 mil toneladas, alta de 1,2%. Aqui no Recife, segundo o empresário Railson Benjamin, da Oasis Alimentos, especializada em empacotamento de grãos, a tendência é que nos próximos dias essa tendência se acentue de forma que em agosto os preços do tipo carioca (Mulatinho) possam voltar aos preços do começo do ano.
Jornal do Commercio








