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FEDERAÇÃO DÁ ULTIMATO: O VITÓRIA PODE FICAR FORA DO CAMPEONATO

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A grande torcida do tricolor das tabocas pode ter uma desagradável notícia nos próximos dias. O Vitória poderá não mais disputar o Campeonato Pernambucano Série A2 de 2008, caso a liberação do estádio Carneirão não seja viabilizada até o dia 5 de agosto.

O ultimato foi dado pelo presidente da FPF, Carlos Alberto de Oliveira em reunião com o presidente do Vitória na sede da entidade, na noite desta segunda-feira (28). A decisão tomada baseada em critérios técnicos, também não permitirá que o clube dispute seus jogos em outra cidade. Entidades e organizações civis já se pronunciaram para mover uma ação coletiva contra a prefeitura da cidade, responsável pelo transtorno. O Vitória vem utilizando campos de várzea ou treinando em um pequeno campo na beira do rio, quando não pelas ruas da cidade devido à imposição do prefeito Demétrius Lisboa (PSB) em não conceder ao time o único estádio municipal, para realização dos treinamentos e jogos oficiais do Campeonato Pernambucano.

Enquanto isso, o campeonato amador de futebol da cidade foi deslocado do ‘campo do Dique’, local onde era realizado para o estádio municipal, com rodadas duplas, três vezes por semana, além de uma escolinha de futebol e jogos de peladas, causando um desgaste desnecessário ao gramado. O tricolor das tabocas através de sua diretoria sempre foi um dos principais incentivadores do futebol amador na cidade, mas lamenta a falta de respeito e o tratamento dispensado a um clube com a importância do Vitória. Com esse tipo de atitude é manchado não só o nome da cidade da Vitória de Santo Antão, mas a história gloriosa de um clube considerado pelo próprio presidente da FPF, em dado momento, como a terceira força do futebol de Pernambuco, devido ao trabalho do presidente Paulo Roberto, sempre pautado pelo profissionalismo.

Para a disputa da competição que começa no dia 20 de agosto, o Vitória tem investido uma soma considerável para proporcionar aos jogadores uma estrutura condizente com a tradição do clube e fazer do Vitória, outra vez, o grande clube do futebol do interior do Estado. Desde a concentração, que anteriormente era um hotel, hoje transformada numa confortável instalação com área de vídeos, espaço para recreação, sala para reuniões, quartos individuais, cozinha, até um moderno centro de treinamentos em fase de construção e uma academia própria.

Quando se trata de quadro de profissionais, o Vitória trouxe um time de primeira linha, começando pelos nomes que compõem a comissão técnica encabeçada pelo técnico Peu dos Santos, campeão mundial em 1981 pelo Flamengo, e uma rica história dentro do futebol brasileiro, com vários títulos nacionais enquanto jogador de futebol, ao lado do seu auxiliar Xéu e o preparador físico Adriano Oliveira, e do fisiologista Robson Paiva e a nutricionista Tálita Maciel; uma estrutura pensada para colocar o Vitória na elite do futebol pernambucano.

No elenco contratações como Dinda que por duas vezes participou da Copa da UEFA e durante dez anos esteve no futebol europeu, o goleiro Veloso, ex- ASA e CSA, o lateral direito Adriano, o Zagueiro Humberto, ex-Central e Riso, Sandro Miguel, o meia-esquerda Arlindo, revelação do Porto, Marcelo Cavalo, Eduardinho do futebol cearense, entre tantos outros que compõem o elenco do tricolor das tabocas, fortalecendo, desta forma o futebol de Pernambuco e procurando reconstituir uma tradição que deu ao Vitoria 8 títulos de campeão do interior, 2 Copas Pernambuco, a Taça Cidade de Berna, contra o Sion da Suíça, onde na ocasião se encontrava o atleta Túlio Maravilha, jogando pelo campeão suíço que foi derrotado em pleno Carneirão pelo placar de 2×1. Além de 9 participações em competições nacionais e dos grandes clássicos realizados contra Sport, Náutico, Santa cruz e Central, à amistosos contra o Vitória da Bahia e Fluminense.
Uma história que algumas pessoas que não conservam um sentimento nativista fazem questão de manchar.O presidente Paulo Roberto sempre fez questão de lembrar que não mistura futebol com política, mas por mais que queira separá-los tem sido constantemente vítima dela, ou melhor, de algumas figuras que estão no quadro político local, o que caracteriza para ele uma vergonha para nossa cidade.

Para os que não recordam, o presidente Paulo Roberto foi a pessoa que participou ativamente desde a construção do Estádio Municipal Severino Cândido Carneiro, pelo então prefeito Elias Lira, dando-lhe logo em seguida o nome de “Carneirão”, como é conhecido nacionalmente, além de viabilizar importantes reformas e construir parte da estrutura que se encontra no estádio como, por exemplo, a iluminação, poço artesiano, aumento do gramado, estacionamento, as traves que estão lá até o momento, túneis, piso antiderrapante, cabines de rádio, construída com o apoio do presidente da FPF e o substancial auxílio de David Sabino. Hoje, ele se vê impedido de utilizar uma obra que ajudou a construir com a colaboração do saudoso Dr. Ivo de Queiroz e de outros prefeitos que administraram a cidade, e lamenta que o futebol profissional de Pernambuco passe por um momento como esse.

Na verdade, um vexame para a cidade da Vitória de Santo Antão e que tem deixado boa parte da população sensibilizada com a questão. Nas ruas se pode notar a indignação de algumas pessoas em relação ao poder público local como o desabafo do mototaxista Anderson de Oliveira que expressa o sentimento que cresce a cada dia na cidade “isso é uma vergonha deixar um time como o Vitória sem campo para treinar”. (CONFIRA A MATÉRIA QUE MOSTRA O VITÓRIA TREINANDO NAS RUAS DA CIDADE)

Atualmente o estádio precisa de reformas e a prefeitura não se pronunciou sobre o fato, nem permite que o Vitória realize as obras apontadas como necessárias para a prática esportiva pela FPF e Polícia Militar, diagnosticada em vistoria recente. Em 2004 o ex-prefeito José Aglailson fez uma reforma nas cabines de rádio do estádio, portanto, fica difícil de entender essa falta de preservação que ocorre hoje, somada a uma enorme pressão sobre o Vitória.

A Terra das Tabocas de homens e profissionais como Rembrandt Junior, Giselda Tavares, Amauri Junior, Fábio França, Jader Siqueira, Roger Santana, Wellington Araújo, Júnior Pessoa, Berg Araújo; de Bosco, Josué (seleção brasileira), Fernando, Nem, Cristiano e tantos outros, lamenta e se encontra triste com esse tipo de mentalidade arcaica.

por Luciano S@ntos.