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Fechado acordo para banda larga popular

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Depois de muita queda de braço, as empresas de telefonia assinam nesta quinta-feira (30) um termo de compromisso para que os brasileiros tenham internet de 1 mega a R$ 35 no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ao Estado que o documento será assinado à tarde pelas operadoras e será publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Para chegar a um consenso, a presidente Dilma Rousseff concordou em retirar do documento a obrigação de as empresas garantirem no mínimo 40% de velocidade contratada, mas exigiu da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a aprovação, até 31 de outubro, dos regulamentos que garantirão maiores velocidades aos usuários de telefonia fixa e móvel.
“Ela abriu mão dessa exigência, mas deixou claro que vai pegar no pé na questão da qualidade. Tanto que a data para que a Anatel aprove e publique os regulamentos constará no decreto”, afirmou Bernardo.

Banda larga popular já nasce defasada, revela estudo

Levando-se em conta as velocidades de conexões contratadas hoje pelos brasileiros, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) já deve nascer velho. Após o puxão de orelha da presidente Dilma Rousseff em abril, o Ministério das Comunicações deixou de negociar com as operadoras 600 quilobits por segundos (kbps) a R$ 35 e passou para 1 megabit por segundo, pelo mesmo preço.

Dados da pesquisa anual do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), a TIC Domicílios, publicada ontem, apontam que o brasileiro está deixando de contratar velocidades inferiores a 1 mbps, prevista pelo plano. Em 2008, velocidades de conexão de até 1 mbps representavam 66% dos domicílios. Em 2010, a menor velocidade teve sua participação reduzida para 40% (uma queda de 27%). O acessos com mais de 2 mbps tiveram alta de 114%, pegando 15% do total.