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Limoeiro

Falta medicamentos básicos no Hospital Regional de Limoeiro

  • Pedro Alessandro Silva
Falta medicamentos básicos no Hospital Regional de Limoeiro

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O plantão desta última quarta-feira (15), no Hospital Regional José Fernandes Salsa (HRJFS), em Limoeiro, foi marcado pela falta de medicamentos básicos. A situação acabou refletindo na qualidade do atendimento, principalmente, no setor da pediatria. A grande quantidade de famílias buscando a unidade hospitalar e retornando sem a aplicação da medicação deixou a médica do plantão revoltada. A pediatra Maria Helena quebrou o silêncio e contou que as crianças estavam sem atendimento devido. “Nós não temos Aerolin spray para fazer o puff em crianças, não temos máscara de nebulização, que está em falta, também. Estou simplesmente prescrevendo as medicações e a enfermagem retorna dizendo que não está fazendo pela falta de máscara e agora pela falta de Aerolin. Também está faltando Hidrocortisona. É medicação básica. E esse fato não é apenas em Limoeiro, mas falta medicamento no Estado todo”.

A médica também disse que fez contato com a direção administrativa, mas o retorno não foi resolutivo: “Falei com Maurício (do setor administrativo) que trabalha diretamente com a direção do hospital, expliquei a falta de medicação e ele pediu que entrasse em contato com o diretor médico, que seria Erivelton, ou então o próprio diretor do hospital (Roberto Rios), mas eu acho que pela hierarquia deveria ser de diretor para diretor”. Com uma fila de espera no corredor e uma criança de um ano e sete meses no consultório, a médica chegou a afirmar indecisão nos procedimentos. “Agora eu tenho uma criança que está bem cansada, precisa continuar a medicação, precisa de internamento, e eu não sei o que vou fazer. Ela está a minha frente, tenho que tomar uma atitude. Acho que vou transferir para algum lugar, onde ela possa ter acesso às medicações para serem feitas”, disse Helena.

Com aproximadamente 20 medicamentos que estão faltando na farmácia do HRJFS. A direção da unidade foi procurada pela nossa reportagem, mas não havia ninguém para nos atender. Por volta das 20h, a menina e a mãe, residentes na zona rural de Passira, estavam em atendimento desde o início da tarde. Na manhã desta quinta (16), o nome dela não constava na lista de transferência. Ainda não temos informações detalhadas de como transcorreram os demais atendimentos.

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