Visitas: 12

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória
Recife

Ex-deputado Severino Cavalcanti recebe alta médica, após dois dias de internação

  • Marcio Souza
Ex-deputado Severino Cavalcanti recebe alta médica, após dois dias de internação
De acordo com boletim divulgado pelo RHP na manhã da sexta-feira (13), Severino Cavalcanti passou mal por causa de uma alteração metabólica, que aumentou o nível de potássio no sangue Foto: Guga Matos/JC Imagem

De acordo com boletim divulgado pelo RHP na manhã da sexta-feira (13), Severino Cavalcanti passou mal por causa de uma alteração metabólica, que aumentou o nível de potássio no sangue – Foto: Guga Matos/JC Imagem

JC Online

Após dois dias de internação, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Federal Severino Cavalcanti (PP), de 84 anos, recebeu alta médica do Real Hospital Português (RHP) na manhã deste sábado (14). Na tarde da última quinta-feira (12), ele deu entrada na emergência do hospital, após passar mal devido a uma alteração metabólica. De acordo com boletim divulgado pelo RHP na manhã da sexta-feira (13), Severino Cavalcanti passou mal por causa de uma alteração metabólica, que aumentou o nível de potássio no sangue. Sua internação foi acompanhada pelo médico Jorge Mendes Filho.

Afastado do cargo de presidente da Câmara em 2005, Cavalcanti desistiu de disputar novas eleições após o processo de cassação do mandato. Cavalcanti é conhecido pelo seu envolvimento no escândalo do mensalinho. O caso partiu de uma denúncia, em 2005, de que Severino Cavalcanti cobrou propina para deixar o empresário Sebastião Buani instalar seus restaurantes na Câmara dos Deputados. Apesar de negar a acusação, o progressista renunciou ao mandato para não ser cassado, após dez anos como deputado.

Antes mesmo do episódio, ele era conhecido, principalmente, por expor suas convicções sem constrangimento. Disse ser a favor da contratação de familiares para trabalhar nos gabinetes dos parlamentares – empregou seis em sua estrutura – e foi um ferrenho “defensor da família”, se posicionando contrário à união civil de pessoas do mesmo sexo, por exemplo.

Em 1980, denunciou ao Ministério da Justiça o padre italiano Vito Miracapillo, então pároco no município de Ribeirão, na Mata Sul do Estado, porque o religioso recusou-se a celebrar uma missa em homenagem ao Dia da Independência do Brasil. O padre argumentou que o povo era “privado dos seus direitos” pelo regime militar. A denúncia levou o ministério a expulsar Miracapillo do Brasil.