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Estudo do IBGE revela nomes mais comuns no País com base no Censo 2010

  • Pedro Alessandro Silva
Estudo do IBGE revela nomes mais comuns no País com base no Censo 2010

20160427111915479214oA compilação também revela os nomes mais frequentes de 1930. Nos anos 2000, por exemplo, o nome Cauã cresceu 3.924%, provavelmente influenciado pelo ator Cauã Reymond

O Projeto Nomes do Brasil, um estudo inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que fez um levantamento dos nomes próprios mais comuns no País, foi divulgado hoje. Segundo o órgão, o nome mais comum do país é Maria, com 11,7 milhões de brasileiras que possuem o esse nome. É mais que o dobro de pessoas chamadas José, o nome de 5,7 milhões de homens brasileiros.  Baseado no Censo de 2010, o levantamento compilou 130.348 nomes, durante as entrevistas em domicílios, sendo a maioria nomes de mulheres: 72.814 – que representam mais da metade da população do país. O terceiro nome mais comum no país também é de mulher: Ana.

No site do projeto é permitido ver a lista completa dos nomes mais populares ou pesquisar a posição de um nome específico. A ferramenta ainda oferece detalhes e números de acordo com a década e distribuição por estado do país, além da possibilidade de compartilhar o resultado nas redes sociais. A compilação do IBGE também revela os nomes mais frequentes por décadas de nascimento desde 1930, permitindo saber quais entraram e saíram de moda em cada período da história. Uma observação interessante é o comportamento de nomes de pessoas famosas e personagens que marcaram determinada época. Por exemplo, o nome Dara, que foi personagem de uma novela na década de 1990, cresceu 4.592% no período. Nos anos 2000, o nome Cauã cresceu 3.924%, provavelmente influenciado pelo ator Cauã Reymond. O estudo também aponta os nomes que caíram em “desuso” a partir de determinado período, como Neusa, que aparecia 36.327 vezes nos anos 1950 e caiu para apenas 243 registros nos anos 2000. Entre os homens, nomes como Benedito e Severino tiveram uma queda sensível desde a década de 1950.

Diário de Pernambuco