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Recife

Estado limita oferta de crédito a servidor

  • Pedro Alessandro Silva
Estado limita oferta de crédito a servidor

569bb04220b6a8fb91523d463e934dc6Desde a última segunda-feira, os servidores públicos de Pernambuco passaram a contar com um número restrito de bancos realizando operações de crédito consignado. A medida obedece a um decreto editado em outubro de 2015, que tem como proposta garantir mais segurança nas operações. Antes da mudança, 17 bancos e cinco cooperativas de crédito ofertavam consignado no Estado. A partir de agora, cinco instituições estarão autorizadas a operar o serviço: Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e mais duas instituições ainda em fase de definição.

“A intenção do governo foi organizar a oferta de crédito. Existia um excesso de bancos operando o consignado. Muitos não tinham sequer agência e seus representantes chegavam com uma pasta debaixo do braço, abordando o servidor na porta do trabalho. Percebemos que o alto endividamento estava comprometendo o desempenho dos profissionais. A existência de 22 bancos e cooperativas dificultava o controle. Além de definir um pool de bancos também iniciamos em 2015 uma programação de cursos de educação financeira, que será permanente a partir deste ano”, diz o secretário de Administração de Pernambuco, Milton Coelho.

Pelas contas da Secretaria de Administração, dos 251 mil servidores do Estado (ativos, aposentados e pensionistas) 50% estão comprometidos com o pagamento de crédito consignado. A legislação estadual limita a 30% do salário o comprometimento com o consignado. O pool de bancos autorizado a operar oferece juro com teto máximo de 2,9% ao mês e a possibilidade de parcelar em até 72 vezes.

“O que define a qualidade do consignado não é a quantidade de bancos, mas a definição de critérios como os que estabelecemos agora. As instituições financeiras terão que se enquadrar às exigências”, defende Coelho. Servidores chegaram a questionar a redução do número de bancos operando o consignado, mas a própria Central Única dos Trabalhadores (PUC) defende a cautela nos empréstimos.

“São muitos os exemplos de servidores que chegam ao final do mês sem ter o que receber, em função do comprometimento do salário com consignado, cartão de crédito e outras despesas vinculadas ao salário. Já faz algum tempo que estamos tentando agendar uma reunião com os bancos e a Secretaria de Administração para discutir o assunto, mas ainda não conseguimos”, diz o vice-presidente da CUT e coordenador do Fórum dos Servidores Estaduais, Paulo Rocha, dizendo que quer fazer um balanço do comprometimento da renda do servidor com cartão de crédito.

Jornal do Commercio