Ana Dubeux e Daniel Pereira
DIÁRIO DE PERNAMBUCO.
Jovem e idealista, ela venceu a tortura. Madura, combate um câncer. Entre um extremo e outro, Dilma Rousseff carrega um arrependimento: queria ter tido mais filhos. “Uns dois”, diz a dama de ferro, mostrando-se uma mulher afável, bem-humorada, em nada parecida com a imagem de executiva implacável.
A chefe da poderosa Casa Civil da Presidência da República é a terna mãe de Paula, uma advogada recém-casada de 32 anos. Mas como sempre faz desde que os carcereiros golpearam-lhe o corpo e o espírito, ela trata de resolver os problemas mais urgentes com que a vida a desafia.
Assim, Dilma se vê obrigada a, ao mesmo tempo, coordenar o governo, percorrer o país preparando-se para concorrer à Presidência da República e combater uma doença fatal, descoberta por acaso.
“Acho que o Brasil já está pronto para eleger uma mulher”, anima-se, mostrando a mesma voz firme e confiante com que avisa a quem lhe pergunta: “Eu tenho certeza que vou (vencer)”.
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