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Encontro nesta sexta no Centro de Artes e Comunicação da UFPE celebra vitoriense Osman Lins

  • Lissandro Nascimento
Encontro nesta sexta no Centro de Artes e Comunicação da UFPE celebra vitoriense Osman Lins

LITERATURA Encontro no Centro de Artes e Comunicação da UFPE tem como foco a obra-prima do pernambucano Osman Lins

por Diogo Guedes

Quando leu Avalovara, o escritor argentino Julio Cortázar disse que, se tivesse feito esse romance, passaria 20 anos sem tentar criar outra obra. O livro, obra-prima do vitoriense Osman Lins e um dos principais e mais ousados romances brasileiros, completou 40 anos do seu lançamento neste ano.

Para celebrar a data, um grupo de professores e pesquisadores organizou o evento Celebração Avalovara 40 anos, que acontece hoje, durante todo o dia no miniauditório 2 do Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O encontro é organizado por dois dos principais pesquisadores da obra de Osman Lins em Pernambuco: os professores Lourival Holanda e Fabio Andrade, que contam com o apoio do Grupo Parataxes e do Sodalício Osman Lins. A entrada é gratuita, mas os interessados em certificados devem pagar R$ 10 para obter o documento.

O evento vai contar com duas mesas. A primeira, das 9h às 11h, traz Ângela Lins dramaturga e pesquisadora da obra do pernambucano, conversando com o professor e crítico literário Fabio Andrade. No período da tarde, às 14h, os pesquisadores Ermelinda Ferreira e Arnoldo Guimarães, ambos especialistas em Avalovara, se encontram com o professor e crítico Lourival Holanda.

Por fim, às 15h30, será exibido o filme A partida, dirigido por Sandra Ribeiro e baseado no conto homônimo de Osman Lins. No ano que vem, serão celebrados os 90 anos de nascimento do escritor, nascido em Vitória de Santo Antão.

Avalovara é um dos romances brasileiros mais experimentais. No romance, é apresentado o personagem Abel e a história de três mulheres de sua vida, relacionadas a cidades como Recife, São Paulo, Amsterdã e Roma Antiga. A forma da narrativa, construída a partir da intersecção entre uma espiral e um quadrado e baseada no anagrama em latim “Sator arepo tenet opera rotas”, é uma das principais invenções da obra, que alia a linguagem e o ritmo exatos de Osman Lins com uma estrutura complexa e inovadora. Não por acaso, o livro foi celebrado diversas vezes pela crítica literária brasileira. Antonio Cândido, por exemplo, um dos nossos maiores críticos, afirmou que “Avalovara representa na literatura brasileira atual um momento de decisiva modernidade”. O poeta e tradutor José Paulo Paes ainda definiu a obra como “fora do comum, de alto apuro formal e tocante verdade humana”.

Celebração

Avalovara 40 anos – hoje, a partir das 8h, no Centro de Artes e Comunicação da UFPE (Av. da Arquitetura, Cidade Universitária). Inscrição com certificados: R$ 10.