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Recife

Em greve de 48 horas, servidores do Judiciário fazem passeata

  • Marcio Souza
Em greve de 48 horas, servidores do Judiciário fazem passeata
(Foto: Divulgação)

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Diario de Pernambuco

Em greve desde a quarta-feira, os servidores do Poder Judiciário do estado continuam a paralisação nesta quinta-feira e se mobilizam à tarde com panfletagem e passeata pelas ruas do Recife. A manifestação se concentra às 14h,  em frente ao Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha do Leite, com destino à Praça do Derby.Para o dia 26 está marcada uma assembleia geral onde será deliberada a possibilidade de greve por tempo indeterminado.

A categoria (composta por sete mil funcionários em 465 unidades judiciárias) mantem apenas o atendimento para os serviços essenciais. A medida vai ser tomada para reivindicar um novo plano de valorização da carreira baseado em tempo de serviço, melhoria de desempenho e de qualificação da categoria.

A greve não afeta os serviços essenciais do Tribunal de Justiça. “Orientamos a categoria a manter os serviços de urgência. Todas as questões referentes à saúde, alimentação e réus presos (incluindo alvarás de soltura e júri popular) serão feitas. É preciso ter em mente que não vamos afetar as medidas liminares e cautelares”, esclareceu o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Pernambuco, Eliseu Magno.

De acordo com o sindicato, os servidores pernambucanos são os que recebem a menor remuneração do país. “Melhoramos bastante o nosso serviço de 2011 para cá, estamos entre os que mais produzem e, contraditoriamente, somos os que ganham o menor vencimento base no ranking nacional”, continuou Eliseu Magno. Além disso, o plano também é essencial para conter a evasão crescente dos profissionais. “Mais de dois mil funcionários deixaram o Tribunal de Justiça espontaneamente em oito anos para reiniciar a vida profissional em outros campos devido aos salários”, ressaltou.

O novo plano deve incorporar ao salário base as gratificações por tempo de serviço, melhoria de qualificações e desempenho. “O grande problema é que hoje isso não acontece. Quando nos aposentamos, acabamos recebendo menos até do que quando ingressamos no serviço público. Isso é um absurdo para qualquer profissional”, denunciou o presidente do sindicato.