Em 2013, Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP, deu notoriedade e colocou no calendário nacional a campanha internacional Setembro Amarelo®. E, desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM divulgam e conquistam parceiros no Brasil inteiro com essa necessária campanha.
O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha anti estigma do mundo! Em 2023, o lema é “Se precisar, peça ajuda!” e diversas ações já estão sendo desenvolvidas.
No último dia 25 de setembro, estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio Professor Eraldo Campos, no Município de Escada, na Mata Sul pernambucana, participaram de uma série de atividades, em especial, de uma Palestra com a equipe multidisciplinar da Associação de Proteção a Maternidade e a Infância da Vitória (APAMI), unidade hospitalar com sede em Vitória de Santo Antão. Estiveram presentes a Neuropsicológa Ingrid Carvalho, acompanhada das profissionais Gabriella Evely, Cristiane Camuzi e Sandrely Uchôa, a convite dos gestores e professores daquele educandário da rede de ensino estadual.

O estudantes participaram de uma dinâmica reflexiva, sobretudo, quanto aos problemas que a Campanha busca enfrentar, como é o caso do suicídio que é uma triste realidade que atinge o mundo todo e gera grandes prejuízos à sociedade. De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 01 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a quarta causa de morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
Embora os números estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas vão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar, segundo a OMS. Sabe-se que praticamente 100% de todos os casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Dessa forma, a maioria dos casos poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso ao tratamento psiquiátrico e informações de qualidade.
Trazer esse debate temático para o ambiente escolar é primordial para fortalecer a Campanha e promover alternativas a esse público. Empatia e informação para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave.







