Dependente de repasses externos, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Bolsa-Família e outras fontes de renda oriundas dos governos federal e estadual, Amaraji, na Mata Sul pernambucana, detém percentual de dependência de fontes externas em torno de 82,8% (sendo mais exato), e além de seus problemas urbanos tem na área de Infância e Juventude seu maior gargalo.
Em Amaraji, as maiores dificuldades se dão nas questões referentes à saúde, o que, mais uma vez, impacta no atendimento a crianças e adolescentes, além dos idosos. “Temos muitas queixas com relação à escassez de medicamentos e de transporte para tratamento em outras cidades, mas também a população anda muito queixosa sobre a falta de alguns tipos de leite especiais”, elenca o promotor Ivan Viégas.
“Temos um problema sério de abuso sexual e estupro de vulneráveis, muito por causa de uma cultura de permitir que crianças de 10, 11, 12 anos se casem e vão morar junto com pessoas de maior idade”, aponta Viégas. “Além da repressão aos autores desses crimes, se faz necessário um trabalho social com as famílias, chamando os pais aqui e explicando a eles que isso é crime, é abandono”, reforça o promotor.







