Visitas: 9

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória

Ela chegou

  • A Voz da Vitória

Hely Ferreira *

Houve uma época em que falar sobre globalização era algo rotineiro em qualquer congresso das ciências humanas. Mas, atualmente, pouco se tem explorado sobre o tema.
Os mais eufóricos defendem que a globalização sempre existiu, com maior ou menor intensidade, ao longo da história humana. Sendo assim, talvez seja possível entendermos o fenômeno por dois prismas: o primeiro deles, é que a globalização está ligada à atividade econômica dos países em alcance mundial. Caracterizando-se como um processo que tomou maior pujança ao final do século passado, a partir da internacionalização do capital e da produção.

Fabricando seus produtos em diversas partes do mundo, principalmente onde houver maior possibilidade de redução no preço e, ao mesmo tempo, produtos de boa qualidade. Na verdade, é a postura adotada pelas multinacionais visando um maior controle da produção e da mundialização do capital.
O segundo prisma pode ser vislumbrado como o resultado do progresso dos meios de transporte e de comunicação, da ciência e tecnologia. Proporcionando ao homem a possibilidade de ir-e-vir pelo planeta e de adquirir conhecimentos de diversas partes do mundo. De um lado, a expansão dos transportes marítimos e aéreos, com aviões e navios modernos, com radares de grande capacidade para armazenar uma robusta quantidade de combustível e, assim, empreender viagens bem mais extensas.
A evolução tecnológica dos meios de comunicação, como fax, internet e telefonia celular, possibilita ao homem, mesmo estando em seu país e, conseqüentemente, distante de outros lugares em que ocorrem grandes catástrofes ou eventos, ter acesso a tais fatos (quase) instantaneamente.
Uma hermenêutica recheada por um olhar crítico, promoverá um entendimento mais aguçado do novo processo de vida, chamado de globalização. É de extrema necessidade tomar consciência desse estado mundial de relações humanas e procurarmos estruturas que aproximem as pessoas e efetivem a sua participação, favorecendo o exercício da cidadania.
Parece-nos que a globalização nada mais é que a imposição do mercado internacional sobre a economia e a cultura dos países pobres. Ela será benéfica quando além da Mac Donald e Coca-cola, seja possível globalizar o caldo de cana com pão doce e a Comadre Florzinha ao invés da festa das bruxas.

P.S. Este artigo é um resumo da palestra proferida pelo autor no curso de pedagogia da FAINTVISA.

* Hely Ferreira,
é Cientista político.